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	<title>Blog do Ciconi &#187; Socialismo</title>
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		<title>Capitalismo e socialismo no contexto brasileiro</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Nov 2006 01:28:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Suzi Alves</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Socialismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao ler o artigo Rockefeller sobre o capitalismo, que o Diego escreveu, n&#227;o pude deixar de tra&#231;ar os paralelos desses dois sistemas. Vou come&#231;ar por defini-los:
O Capitalismo &#233; definido como um sistema econ&#244;mico baseado na propriedade privada dos meios de produ&#231;&#227;o, na deten&#231;&#227;o do capital a uma minoria burguesa, na explora&#231;&#227;o do opressor sobre o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Ao ler o artigo <a href="http://diegociconi.com/rockefeller-sobre-o-capitalismo-26/">Rockefeller sobre o capitalismo</a>, que o Diego escreveu, n&atilde;o pude deixar de tra&ccedil;ar os paralelos desses dois sistemas. Vou come&ccedil;ar por defini-los:</p>
<p>O <strong><a href="http://diegociconi.com/tag/capitalismo/">Capitalismo</a></strong> &eacute; definido como um sistema econ&ocirc;mico baseado na propriedade privada dos meios de produ&ccedil;&atilde;o, na deten&ccedil;&atilde;o do capital a uma minoria burguesa, na explora&ccedil;&atilde;o do opressor sobre o oprimido, esse &uacute;ltimo representado pelos trabalhadores.</p>
<p>O <strong>Socialismo </strong>&eacute; um sistema pol&iacute;tico onde todos os meios de produ&ccedil;&atilde;o e a centraliza&ccedil;&atilde;o do poder pertencem ao estado, onde n&atilde;o existe a propriedade privada, ao contr&aacute;rio do capitalismo.</p>
<p>A pergunta &eacute;: Qual a analogia que podemos fazer em dois modelos econ&ocirc;micos t&atilde;o diferentes?</p>
<p>Primeiro, temos que os dois modelos, &agrave; sua maneira concentram o capital e o poder: No capitalismo, em poder de poucos, e no socialismo em poder do Estado, sendo que nesse sistema, a concentra&ccedil;&atilde;o &eacute; um processo de transi&ccedil;&atilde;o.<br />
Analisemos o Brasil. Como em qualquer outro pa&iacute;s, tem a sua identidade nacional, que nada mais &eacute; que uma constru&ccedil;&atilde;o hist&oacute;rica e pol&iacute;tica em torno da id&eacute;ia de na&ccedil;&atilde;o e nacionalidade &#8211; como o nome j&aacute; sugere, bem como caracter&iacute;sticas consideradas comuns e enraizadas em determinada cultura, como j&aacute; fazendo “parte de n&oacute;s”.</p>
<p>No Brasil coisas como corrup&ccedil;&atilde;o, hipocrisia, submiss&atilde;o, discrimina&ccedil;&atilde;o social e racial, cinismo, explora&ccedil;&atilde;o, viol&ecirc;ncia, mis&eacute;ria, j&aacute; fazem parte de nossa identidade nacional. Como por exemplo, ver um mendigo dormindo na rua ao relento, uma crian&ccedil;a pedindo dinheiro no farol ou um esc&acirc;ndalo de corrup&ccedil;&atilde;o por parte dos pol&iacute;ticos se tornaram corriqueiras, banais e n&atilde;o nos causa estranheza.</p>
<p>Concluindo, qualquer que seja o modelo econ&ocirc;mico, o brasileiro n&atilde;o deixar&aacute; de tentar tirar vantagem quando lhe for conveniente. Ou n&atilde;o deixar&aacute; de passar por cima de um mendigo dormindo na rua, ou at&eacute; mesmo, discriminar as pessoas pela cor de sua pele. E de quem &eacute; a culpa? Das pessoas? Do modelo econ&ocirc;mico?</p>
<p>Claro que ningu&eacute;m assume a culpa, eximindo-se de qualquer responsabilidade pelo padr&atilde;o moral, social e &eacute;tico vigente.</p>
<p>O Estado como em qualquer sociedade organizada tem seu papel certamente importante, pois &eacute; ele que estrutura o sistema, investe em infra-estrutura. Ele &eacute; o respons&aacute;vel pela organiza&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o do dinheiro arrecadado fruto dos nossos impostos. Teoricamente esse discurso seria muito bonito, mas sabemos que na pr&aacute;tica n&atilde;o funciona. Vivemos em um sistema capitalista onde o trabalhador &eacute; uma m&aacute;quina, um produto, facilmente substitu&iacute;vel e descart&aacute;vel.</p>
<p>Um problema muito marcante no Brasil &#8211; consequ&ecirc;ncia do capitalismo &#8211; &eacute; a grande concentra&ccedil;&atilde;o de renda. Mas por outro lado o capitalismo favorece a corrida pelo capital e a chance de fazer parte da classe social favorecida, a burguesia, &eacute; uma grande vantagem para quem tem tendencias individualistas. Coisa que n&atilde;o aconteceria no socialismo, pelo ideal igualit&aacute;rio, onde ter&iacute;amos justi&ccedil;a social. E nenhum ser humano ou classe social estaria acima de outro.<br />
O fato &eacute; que fazemos parte de um sistema estruturado, um modelo feito para n&oacute;s, que ao inv&eacute;s de pol&iacute;ticas de encontro ao interesse do povo, de uma atua&ccedil;&atilde;o direta modificadora, igualit&aacute;ria e justa, temos pol&iacute;ticas assistencialistas, que s&oacute; fazem aumentar a pobreza e a desigualdade social.</p>
<p>Como formar uma sociedade justa e igualit&aacute;ria?</p>
<p>Implantando o socialismo? Bom, seria uma &oacute;tima op&ccedil;&atilde;o, mas no contexto atual, n&atilde;o seria poss&iacute;vel, sem antes uma coscientiza&ccedil;&atilde;o de massa, e um intenso trabalho de base.</p>
<p>Seja qual for o sistema econ&ocirc;mico, o problema &eacute; que ele &eacute; gerido por pessoas, com seus pr&oacute;prios interesses e ideais, seja pessoal ou coletivo. E todo modelo econ&ocirc;mico assume seu poder e seu controle. Tendo os que concordam e os que discordam, por tanto, pass&iacute;vel de cr&iacute;tica e diverg&ecirc;ncias, mas o fato &eacute; que lidam com pessoas, embora tratando como n&uacute;meros ou produtos.</p>
<p>A solu&ccedil;&atilde;o, no contexto atual, uma mudan&ccedil;a real, come&ccedil;a numa atua&ccedil;&atilde;o das pessoas como estado, uma atua&ccedil;&atilde;o direta ou indireta: na reinvindica&ccedil;&atilde;o dos pr&oacute;prios direitos, na solidariedade e acima de tudo na compreens&atilde;o das quest&otilde;es pol&iacute;ticas e sociais, pois um fato verdadeiro e brasileiro &eacute; que existe uma parcela muito significativa da popula&ccedil;&atilde;o que s&atilde;o alheios a pol&iacute;tica. Os chamados analfabetos pol&iacute;ticos, como diria Bertold Brecht:</p>
<blockquote><p>O pior analfabeto, &eacute; o analfabeto pol&iacute;tico.</p></blockquote>
<p>Acredito que quando as pessoas perceberem sua for&ccedil;a e seu papel modificador, seja na sua pr&oacute;pria vida, no trabalho, em sua casa, e quando essas mesmas pessoas forem mais solid&aacute;rias, a revolu&ccedil;&atilde;o t&atilde;o sonhada e esperada pelos socialistas pode vir a acontecer. Ou uma revolu&ccedil;&atilde;o socialista ou uma revolu&ccedil;&atilde;o social, de livre mercado, com melhor distribui&ccedil;&atilde;o de renda, dando oportunidade para todos. Se n&atilde;o for o socialismo, talvez um novo modelo econ&ocirc;mico, uma esp&eacute;cie de uni&atilde;o do capitalismo com o socialismo, um completando o outro. Esse seria um mundo ideal, um modelo econ&ocirc;mico igualit&aacute;rio e justo.</p>
<p><em>Suzi Alves</em>.</p>
</div>]]></content:encoded>
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