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Steve Jobs: “Você tem que encontrar sua paixão”

Sunday, April 15th, 2007

Não é novidade pra ninguém que adoro textos motivacionais. As vezes me pego procurando discursos de personalidades só pra encontrar frases motivadoras. Tem até uma página com citações aqui no blog. Fazer o quê? Isso me inspira.

Encontrei esse vídeo do Steve Jobs discursando numa formatura em Stanford e fiquei até arrepiado ao assistir. Isso sempre acontece quando encontro textos tão inspiradores.

Bem, chega de blablablá. Vamos ao vídeo:

Via: Diogo Azevedo e ViuIsso.

Sabe… Eu ia traduzir esse discurso para os que não falam inglês. Mas como sou preguiçoso produtivo acabei encontrando no Google.
Transcript em inglês: Stanford News Service.
Tradução: English for Reading.

Segue o discurso na íntegra:

Estou honrado em estar com vocês hoje na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na faculdade. Verdade seja dita, hoje é o dia da minha vida que cheguei mais perto de uma formatura de faculdade. Hoje eu quero contar a vocês três histórias da minha vida. É só isso. Não é grande coisa. Só três histórias.

A primeira história é sobre ligar os pontos.

Eu deixei a Reed College depois dos primeiros 6 meses, mas então eu fiquei por lá como visitante por outros 18 meses mais ou menos, antes de eu realmente sair. Então por que eu saí?

Tudo começou antes de eu nascer. Minha mãe biológica era jovem, solteira e recém-formada. Decidiu me entregar para adoção. Queria que eu tivesse formação universitária. Ficou arranjado que, ao nascer, eu seria entregue a um advogado e a sua esposa. Mas, no último instante, eles decidiram que queriam uma menina. Então, o casal seguinte da lista de espera recebeu uma ligação no meio da noite: ‘Temos um bebê inesperado, vocês querem ficar com ele?’. Eles disseram: ‘Claro’. Mas minha mãe (adotiva) nunca havia se formado e meu pai (adotivo) não havia concluído a escola secundária. Minha mãe biológica se recusou a assinar os papéis de adoção. Só mudou de idéia depois de alguns meses, quando meus pais prometeram que eu teria formação superior.

E 17 anos depois eu fui pra faculdade. Mas ingenuamente eu escolhi uma faculdade quase tão cara quanto Stanford, e todas as economias dos meus pais de classe operária estavam sendo gastos na minha educação superior. Depois de seis meses, eu não podia enxergar benefício naquilo. Eu não tinha idéia do que queria fazer com minha vida e nenhuma idéia de como a faculdade poderia me ajudar a descobrir. E lá estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais economizaram durante toda a vida. Então eu decidi sair e confiar que tudo ia acabar dando certo. Era bem assustador naquela época, mas olhando para trás, foi uma das melhores decisões que eu já tomei. Assim que eu saí eu pude parar de assistir as aulas obrigatórias que não me interessavam, e comecei a assistir as que pareciam interessantes.

Nem tudo foi tão romântico. Eu não tinha um dormitório, então eu dormia no chão do quarto dos amigos; eu devolvia garrafas de coca-cola aos depósitos por 5 centavos pra poder comprar comida; e eu andava as 7 milhas (11,2 km) através da cidade toda noite de domingo pra pegar uma boa refeição semanal no templo Hare Krishna. Eu amava aquilo. E muito do que eu encontrei seguindo minha curiosidade e intuição se mostrou de valor incalculável mais tarde. Deixe-me dar um exemplo:

A Reed College naquele tempo oferecia talvez a melhor instrução sobre caligrafia no país. Por todo o campus, cada pôster, cada etiqueta em cada gaveta, apresentava uma bela caligrafia manual. Por eu ter saído e não ter que assistir as aulas normais, eu decidi tomar aulas de caligrafia para aprender a fazer aquilo. Eu aprendi sobre caracteres com e sem serifa, sobre a variação do espaço entre diferentes combinações de letras, sobre o que torna a grande tipografia grande. Era bonita, histórica, artisticamente sutil de uma maneira que a ciência não pode capturar, e eu achei aquilo fascinante.

Nada disso tinha sequer um lampejo de aplicação prática na minha vida. Mas dez anos depois, quando nós estávamos projetando o primeiro computador Macintosh, aquilo tudo voltou. E nós colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com uma tipografia bonita. Se eu nunca tivesse entrado naquele simples curso da faculdade, o Mac nunca teria múltiplos tamanhos de letra ou fontes proporcionalmente espaçadas. E como o Windows só copiou o Mac, provavelmente nenhum computador pessoal teria. Se eu nunca tivesse deixado a faculdade, eu nunca teria entrado na aula de caligrafia, e os computadores pessoais poderiam não ter a maravilhosa tipografia que eles têm. Claro que era impossível ligar os pontos olhando pra frente quando eu estava na faculdade. Mas ficou muito, muito claro olhando pra trás dez anos depois.

De novo: você não pode ligar os pontos olhando adiante; você só pode liga-los olhando pra trás. Então você tem que confiar que os pontos de algum jeito vão se ligar em seu futuro. Você tem que confiar em alguma coisa – seu intestino, destino, vida, karma, seja o que for. Essa idéia nunca me deixou cair, e fez toda a diferença na minha vida.

Minha segunda história é sobre amor e perda.

Eu fui sortudo – descobri o que eu amava fazer bem cedo. Woz (Steve Wozniak) e eu começamos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. Nós trabalhamos duro, e em 10 anos a Apple cresceu de apenas nós dois numa garagem até uma companhia de 2 bilhões de dólares com mais de 4000 empregados. Nós tínhamos acabado de lançar nossa maior criação – o Macintosh – um ano antes, e eu tinha acabado de fazer 30. E então eu fui demitido. Como você pode ser demitido de uma empresa que fundou? Bem, à medida que a Apple crescia, contratei uma pessoa que pensei ser talentosa para administrar a empresa comigo. Mas nossa visão do futuro começou a divergir e tivemos um desentendimento. Quando isso aconteceu, a diretoria ficou do lado dessa pessoa. Fiquei arrasado.

Eu realmente não sabia o que fazer por alguns meses. Eu sentia que tinha falhado diante de toda a geração anterior de empreendedores – que eu deixei cair o bastão quando ele estava sendo passado a mim. Encontrei David Packard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter trabalhado tão mal. Eu era um fracasso público, e eu até pensei em fugir do vale. Mas algo começou a surgir lentamente em mim – eu ainda amava o que eu fazia. A série de eventos na Apple não tinha mudado isso nem um pouco. Eu fui rejeitado, mas eu ainda estava apaixonado. Então eu decidi recomeçar.

Eu não via isso na hora, mas o fato é que ser demitido da Apple foi a melhor coisa que jamais poderia ter me acontecido. O peso de ser bem sucedido foi trocado pela leveza de ser um iniciante de novo, sem ter certeza de quase nada. Isso me libertou para entrar num dos períodos mais criativos da minha vida.

Nos cinco anos seguintes, eu comecei uma empresa chamada NeXT, outra empresa chamada Pixar, e me apaixonei por uma magnífica mulher que se tornaria minha esposa. A Pixar criou o primeiro filme de animação por computador, Toy Story, e hoje é o mais bem sucedido estúdio de animação do mundo. Numa memorável seqüência de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu retornei à Apple, e a tecnologia que nós desenvolvemos na NeXT está no coração da atual ressurreição da Apple. E Laurence e eu temos uma maravilhosa família juntos.

Tenho toda a certeza de que nada disso teria acontecido se eu não fosse demitido da Apple. Foi um remédio de gosto amargo, mas acho que o paciente precisava dele. Às vezes a vida te bate na cabeça com um tijolo. Não perca a fé. Estou convencido de que a única coisa que me manteve em ação foi o fato de que eu amava o que fazia. Você tem que achar o que você ama, sua paixão. E isso é tão verdadeiro para o seu trabalho quanto é para seu companheiro. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e o único jeito de ficar verdadeiramente satisfeito é fazer o que você acredita que é um belo trabalho. E o único jeito de fazer um belo trabalho é amar o que você faz. Se você ainda não achou, continue procurando. Não fique sentado. De todo o coração, você vai saber quando encontrar. E, como qualquer grande relacionamento, só melhora mais e mais conforme os anos vão passando. Então continue procurando até achar. Não fique sentado.

Minha terceira história é sobre a morte.

Quando eu tinha 17 anos, eu li uma citação mais ou menos assim: “Se você viver cada dia como se fosse o último, algum dia provavelmente você vai acertar”. Aquilo me impressionou, e desde então, nos últimos 33 anos, eu tenho olhado no espelho cada manhã e perguntado a mim mesmo: “Se hoje fosse o último dia da minha vida, eu ia querer fazer o que eu vou fazer hoje?” E sempre que a resposta foi “Não” por vários dias seguidos, eu soube que eu tinha que mudar alguma coisa.

Lembrar que eu logo vou estar morto é a ferramenta mais importante que eu já encontrei pra me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo – toda a expectativa exterior, todo o orgulho, todo o medo de dificuldades ou falhas – estas coisas simplesmente somem em face da morte, deixando apenas o que é realmente importante. Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de achar que você tem algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir seu coração.

Mais ou menos há um ano eu recebi um diagnóstico de câncer. Eu fiz um exame às 7:30 da manhã, e ele mostrou claramente um tumor no meu pâncreas. E eu nem sabia o que era um pâncreas! Os médicos me disseram que era quase com certeza um tipo incurável de câncer, e que eu não devia esperar viver mais do que de três a seis meses. Meu médico me aconselhou a ir pra casa e botar meus negócios em ordem, o que no idioma dos médicos significa: prepare-se para morrer. Significa tentar dizer aos seus filhos tudo o que você pensou que teria os próximos 10 anos para lhes dizer, em apenas uns poucos meses. Significa ter certeza que tudo está no lugar para que seja tão fácil quanto possível para sua família. Significa dizer adeus.

Eu fiquei com aquele diagnóstico o dia inteiro. Depois, naquela noite eu tive uma biópsia, em que eles enfiaram um endoscópio na minha garganta, através do meu estômago e dentro dos meus intestinos, colocaram uma agulha no meu pâncreas e pegaram algumas células do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava lá, me disse que quando eles viram as células no microscópio os médicos começaram a chorar porque descobriram que era uma forma muito rara de câncer pancreático que é curável através de cirurgia. Eu passei pela cirurgia e hoje eu estou bem.

Isto foi o mais perto que eu cheguei de encarar a morte, e eu espero que seja o mais perto que eu chegue por algumas décadas mais. Tendo sobrevivido, hoje eu posso dizer isto a vocês com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito útil mas puramente intelectual:

Ninguém quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o Céu não querem morrer pra chegar lá. E mesmo assim, a morte é o destino que todos nós compartilhamos. Ninguém nunca escapou dela. E é como deve ser, porque a Morte é muito provavelmente a melhor invenção da Vida. É o agente de mudança da Vida. Ela tira o velho do caminho pra dar espaço pro novo. Por enquanto o novo são vocês, mas algum dia não muito distante, vocês gradualmente vão se tornar os velhos e sair do caminho. Me desculpe por ser tão dramático, mas essa é a verdade.

Seu tempo é limitado, então não o perca vivendo a vida de outra pessoa. Não caia na armadilha do dogma – que é viver com os resultados do pensamento de outra pessoa. Não deixe o ruído da opinião alheia sufocar sua voz interior. E mais importante, tenha coragem de seguir seu coração e sua intuição. Eles de alguma forma já sabem o que você realmente quer se tornar. Tudo o mais é secundário.

Quando eu era jovem, havia uma publicação maravilhosa chamada “The Whole Earth Catalog” (O Catálogo de Toda a Terra), uma das bíblias da minha geração. Tudo era feito com máquinas de escrever, tesouras e polaróides. Era tipo um Google em formato brochura, mas 35 anos antes do Google. Era idealista e trazia uma abundância de recursos elegantes e idéias brilhantes.

Stewart e sua equipe publicaram várias edições do “The Whole Earth Catalog”, e então quando seu papel estava cumprido, eles publicaram uma edição final. Estávamos em meados dos anos 70, e eu tinha a idade de vocês. Na contracapa, havia a fotografia de uma estradinha de terra ao amanhecer, do tipo em que você poderia ficar pegando carona se você for aventureiro. Embaixo, lia-se: “Stay hungry; stay foolish” (Mantenha-se ávido; mas não se leve tão a sério). Era a mensagem de despedida deles. E tenho sempre desejado isso para mim. E agora, eu desejo isto a vocês.

Stay Hungry. Stay Foolish.

Muito obrigado a todos vocês.

Forbes: Os mais ricos do Brasil – 2007

Saturday, March 17th, 2007

Sim! Temos mais bilionários do que ano passado!
Juntamente com a atualização da lista de brasileiros mais ricos do mundo vieram algumas surpresas, como a rápida mudança de posições (que vou analisar durante a lista) e a ascendência de alguns que antes não estavam listados (como Eliezer Steinbruch). Sem falar no aumento de bilionários, são 19 esse ano. É impressionante a velocidade de geração desses bilhões.

Vale observar que minha lista é baseada nesta página. Vi em alguns sites outros nomes além desses, mas vou seguir exatamente como se encontra na lista da Forbes.

Vamos ao ranking:

Joseph Safra

1. Joseph Safra (Banco Safra) – 68 anos
Ranking Geral da Forbes: 119
Fortuna Estimada: US$ 6.0 Bilhões

No ano passado ele figurava na lista ao lado do irmão Moise – que agora ocupa a 5º posição sozinho. Como fiz uma descrição conjunta na lista anterior, nada mais justo que fazer uma descrição individual, visto que o irmão Safra mais popular, hoje é o homem mais rico do Brasil – sozinho.
Em 2006 Joseph comprou a parte de seu irmão Moise (50%) de seu império financeiro, que inclui o Banco Safra (o oitavo maior banco brasileiro), Safra National Bank of New York (filial em Nova York) e Banque Safra-Luxembourg (filial em Luxemburgo). Hoje Joseph Safra é o controlador do Grupo Safra. (Veja mais sobre Joseph Safra)



Jorge Paulo Lemann

2. Jorge Paulo Lemann (AmBev/Inbev) – 67 anos
Ranking Geral da Forbes: 165
Fortuna Estimada: US$ 4.9 Bilhões

Ano passado estava em terceiro lugar, atrás fe Aloysio Faria. Ganhou mais US$ 1.5 bilhão e alcançou a segunda posição.
O banqueiro que se tornou magnata da cerveja, com outros ex-banqueiros e também bilionários, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira (veja os dois ainda nessa lista), dividem o controle de uma das maiores cervejarias do mundo, a InBev, formada pela união da AmBev do Brasil e da Interbrew da Belgica. O trio também controla a varejista Lojas Americanas. Sua fortuna nasceu do sucesso de seu banco de investimentos, o Banco Garantia, que ele fundou em 1971 e vendeu em 1998 por US$675 milhões. (Veja mais sobre Jorge Paulo Lemann)



Aloysio Faria

3. Aloysio de Andrade Faria (Grupo Alfa) – 86 anos
Ranking Geral da Forbes: 214
Fortuna Estimada: US$ 4.0 Bilhões

Teve um aumento de US$ 200 milhões em sua fortuna, mas não foram suficientes para mantê-lo na segunda posição.
Grande parte de sua fortuna vem da venda do Banco Real em 1998 para os holandeses ABN Amro por US$ 2.1 bilhões. Faria então fundou o Banco Alfa, que hoje possui US$ 4.8 bilhões em ativos e é o 17º maior banco do Brasil. Também é dono da Agropalma, uma das maiores empresas produtoras de óleo de palma da América Latina, que está se beneficiando da crescente demanda por biodiesel. (Veja mais sobre Aloysio de Andrade Faria)



Antonio Ermirio de Moraes

4. Antonio Ermírio de Moraes e família (Grupo Votorantim) – 78 anos
Ranking Geral da Forbes: 226
Fortuna Estimada: US$ 3.9 Bilhões

Continua na quarta posição, mesmo com o aumento de US$ 700 milhões esse ano.
A família de Antonio Ermírio detém o Grupo Votorantim, um conglomerado de US$ 8.5 bilhões que atua na industria de metal, papel, produtos químicos e suco de laranja. Seus três irmãos e seu herdeiros também têm parte da Votorantim. A empresa é administrada ativamente por 8 membros da terceira geração. Carlos Ermírio de Moreas (filho de Antonio Ermírio) lidera os executivos. Antonio Ermirio escreve uma coluna semanal para a Folha de São Paulo.(Veja mais sobre Antonio Ermírio de Moraes)



Moise Safra

5. Moise Safra (ex-Banco Safra e Aracruz Celulose) – 72 anos
Ranking Geral da Forbes: 314
Fortuna Estimada: US$ 2.9 Bilhões

No ano passado, sua fortuna somada com a de seu irmão os levevam a primeira posição do ranking. Hoje ele ocupa a quinta posição sozinho, ainda assim uma posição privilegiada.
Dois anos de negociações familiares terminaram em separação amigável no Grupo Safra. Joseph Safra assume a totalidade do capital do grupo. Moise vendeu sua participação de 50% no negócio, deixando José na condição de único acionista. O mercado especula sobre seus próximos passos: criar uma superbutique de investimentos, abrir um novo banco ou investir em um setor diferente. (Fonte: IstoÉ Dinheiro)



Marcel Herman Telles

6. Marcel Herrmann Telles (AmBev/InBev) – 57 anos
Ranking Geral da Forbes: 432
Fortuna Estimada: US$ 2.2 Bilhões

Um dos integrandes do trio de bilionários magnatas da cerveja. Com seus parceiros ex-banqueiros, Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira (veja ambos nessa lista), Telles fundou o grupo AmBev. Em 2004 eles se juntaram a Interbrew da Belgica e formaram a InBev, a maior cervejaria do mundo se considerado o volume de produção. O trio também controla a varejista Lojas Americanas, que teve um aumento de 67% no valor das ações em 2006. Em Janeiro as Lojas Americanas anunciaram a compra da Blockbuster no Brasil.



Carlos Alberto Sicupira

7. Carlos Alberto Sicupira (AmBev/InBev) – 59 anos
Ranking Geral da Forbes: 488
Fortuna Estimada: US$ 2.0 Bilhões

Surfando na cerveja. Com os parceiros investidores e bilionários Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles (vejam ambos nessa lista), criou a AmBev, a maior cervejaria brasileira. O trio controla a InBev (união da AmBev do Brasil e Interbrew da Belgica) e também as Lojas Americanas.



Rubens Ometto

7. Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/cana-de-açúcar)
Ranking Geral da Forbes: 488
Fortuna Estimada: US$ 2.0 Bilhões

O primeiro bilionário do ethanol. Com a familia, Ometto controla a Cosan S.A., a maior processadora de cana de açucar do mundo, a segunda maior produtora de ethanol. A Cosan colocou ações na bolsa em 2005. A empresa foi fundada em 1936 pela familia de Ometto e cresceu até 2000 através de aquisições e parceirias.



Julio Bozano

8. Julio Bozano (ex-Banco Bozano Simonsen) – 71 anos
Ranking Geral da Forbes: 538
Fortuna Estimada: US$ 1.9 Bilhões

O ex-banqueiro conseguiu se manter longe das notícias desde que vendeu o Banco Bozano Simonsen para o espanhol Banco Santander Central Hispano 2000. No ultimo ano foi vendeu ativos de plantações de café e shoppings no Rio de Janeiro para um fundo de investimento. Seus 11% de ações da Embraer valem US$ 825 milhões.



Abilio Diniz

8. Abilio dos Santos Diniz (Pão de Açúcar) – 70 anos
Ranking Geral da Forbes: 538
Fortuna Estimada: US$ 1.9 Bilhões

Abílio Diniz controla os US$ 6.5 bilhões (em vendas) da Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açucar). Sua participação na empresa aumentou no ultimo ano, quando seu pai, Valentim Diniz (que fundou a empresa em 1948) dividiu suas ações com seus filhos. Diniz controla a compania ao lado do francês Groupe Casino.

9. Dorothéa Steinbruch e família (CSN)
Ranking Geral da Forbes: 557
Fortuna Estimada: US$ 1.8 Bilhões

Viúva, mãe de três filhos é dona da maior empresa de aço do Brasil, Companhia Siderurgica Nacional (CSN). As famílias Steinbruch e Rabonovitch, através da Vicunha Textile, pagaram 800 milhões em 1993 para controlar a CSN. No último ano a família Steinbruch comprou a parte dos Rabinovitch, hoje avaliados em 900 milhões por 588 milhões. Dorothéa não trabalha na administração da empresa, deixando essa tarefa para seu filho Benjamin. A familia também possui o Banco Fibra, que tem cerca de US$ 3 bilhões em ativos.

10. Elie Horn (imobiliária Cyrela) – 61
Ranking Geral da Forbes: 618
Fortuna Estimada: US$ 1.6 Bilhões

Trabalha no ramo imobiliário desde os 17 anos. É controlador da Cyrela, a maior contrutora e incorporadora do Brasil. Nascido em Alepo, na Síria (curiosamente, assim como Joseph e Moise Safra) ele chegou ao Brasil na década de 50, ainda garoto. O empresário confidenciou que também estuda a possibilidade de deixar parte de sua fortuna para uma fundação, a exemplo do que fez Bill Gates e Waren Buffet (primeiro e segundo homens mais ricos do mundo, respectivamente) que doaram grande parte de suas fortunas para a Fundação Bill & Melinda Gates. Essa entidade, porém, não poderia levar seu nome ou a marca Cyrela. A explicação para essa iniciativa iria além da filantropia. “Não quero tirar dos meus filhos o prazer de construir algo com as próprias mãos”, disse Horn. Ele já é conhecido por doar 20% de seus rendimentos para instituições de caridade.



Antonio Luiz Seabra

11. Antonio Luiz Seabra
Ranking Geral da Forbes: 664
Fortuna estimada: US$ 1.5 Bilhões

Seabra fundou a Natura Cosméticos em 1969 com uma única loja em São Paulo. Nos anos 70 adotou o modelo da pioneira Avon de vendas porta-à-porta. Hoje a empresa conta com mais de 519.000 consultores vendendo cremes e maquiagem no Brasil, Argentina, Chile, México e Peru. Seabra controla a Natura juntamente com seu co-fundador, Guilherme Peirao Leal.



Guilherme Peirao Leal

11. Guilherme Peirao Leal (Natura) – 56 anos
Ranking Geral da Forbes: 664
Fortuna Estimada: US$ 1.5 Bilhões

Presidente Executivo, um dos fundadores, e membro do Conselho de Administração da Natura Cosméticos, empresa brasileira com mais de 3 mil funcionários, faturamento anual superior a R$ 2 bilhões, operando no Brasil, Bolívia, Chile, Argentina e Peru.




12. Eliezer Steinbruch (CSN)
Ranking Geral da Forbes: 799
Fortuna Estimada: US$ 1.2 Bilhões

Desde 1960 Eliezer fundou várias empresas, incluindo o Grupo Vicunha, com o irmã Mendel e membros da família Rabinovitch. Em 1993 o Grupo Vicunha se tornou controlador da Companhia Sederúrgica Nacional (CSN), hoje a segunda maior empresa de aço. Seu sobrinho Benjamin Steinbruch é o CEO da CSN. Atualmente Eliezer divide o controle do Grupo Vicunha com sua irmã, Dorothéa Steinbruch (veja nessa lista). Em 2005 os Steinbruchs compraram a parte dos Rabinovitchs no Grupo Vicunha.



Henrique Constantino

13. Henrique Constantino, Joaquim Constantino Neto, Ricardo Constantino, Constantino de Oliveira Jr
Ranking Geral da Forbes: 840
Fortuna estimada: US$ 1.1 Bilhões cada (totalizando 4.4 bilhões)

Há cinco anos, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes (Gol) era apenas um conceito. Hoje a empresa brasileira é uma companhia aérea altamente visível e próspera que está agitando toda a América Latina.
Em apenas quatro anos, as operações da Gol ganharam renome entre analistas financeiros e especialistas da indústria no mundo inteiro. Mas para manter sua trajetória de rápido crescimento, a empresa percebeu vários meses atrás que precisaria reter seus principais executivos, atrair novos talentos e manter todos focados em sua missão de baixo-custo, baixa-tarifa. É uma meta difícil de se atingir em uma indústria caracterizada pela árdua concorrência e pelo crescente número de falências.
Hoje a família Constantino, controladora da Gol é uma das famílias mais ricas do Brasil.

Forbes: Os mais ricos do Brasil

Sunday, March 4th, 2007

Sim! Nós temos bilionários!
De acordo com a publicação de 2006 da revista Forbes (que publica anualmente a lista das pessoas mais ricas do mundo) o Brasil tem 16 bilionários. Veja a lista dos brasileiros mais ricos.

Joseph & Moise Safra

1. Joseph & Moise Safra
Ranking Geral da Forbes: 69
Fortuna estimada: US$ 7.4 Bilhões

Os irmãos controlam o sexto maior banco privado do País, o Safra. Joseph vem acelerando os negócios internacionais da família, muito além das fronteiras americanas. Agora estão no ramo das telecomunicações. Em Israel apostaram com sucesso na empresa de telefonia celular Cellcom. Por meio da BellSouth, no Brasil investiram na BCP (que foi vendida para a Claro) e no México na America Movil. Eles ainda mantem a participação na empresa Aracruz Cellulose. Além de serem os mais ricos do Brasil, são também os mais ricos da América do Sul.

Aloysio Faria

2. Aloysio de Andrade Faria
Ranking Geral da Forbes: 174
Fortuna estimada: US$ 3.8 Bilhões

O banqueiro exibe o vigor de um jovem. Em 1998, vendeu o Banco Real aos holandeses do ABN Amro por US$ 3 bilhões – dos quais US$ 2,1 bilhões pagos à vista -, para fundar um outro, o Alfa. Também é acionista majoritário de um grupo que inclui os hotéis e as rádios Transamérica, as lojas Casa & Construção, a rede de sorveteria La Basque e diversas fazendas.

Jorge Paulo Lemann

3. Jorge Paulo Lemann
Ranking Geral da Forbes: 200
Fortuna estimada: US$ 3.4 Bilhões

Fundador do Banco Garantia e um dos donos da AmBev, Lemann está entre os banqueiros de investimentos mais badalados e imitados do País. Foi sua idéia a criação do GP Investimentos, o primeiro e o maior fundo de private equity do Brasil. Sua especialidade é comprar pedaços de empresas (como Telemar, Ferrovia Centro-Atlântica e Gafisa), dar um impulso na companhia e revender as ações com lucro.

Antonio Ermirio de Moraes

4. Antonio Ermirio de Moraes
Ranking Geral da Forbes: 214
Fortuna estimada: US$ 3.2 Bilhões

O empresário Antônio Ermírio de Moraes dispensa apresentações. Dono de um dos maiores grupos empresariais do País – o Grupo Votorantim. Formado em engenharia metalúrgica na Universidade do Colorado, nos EUA, em 1945. Na volta dos EUA, foi trabalhar na CBA (Companhia Brasileira de Alumínio), em 1949. Hoje, preside a empresa, que é a segunda maior produtora de alumínio do País.

Julio Bozano

5. Julio Bozano
Ranking Geral da Forbes: 486
Fortuna estimada: US$ 1.6 Bilhões

Começou com uma pequena distribuidora de valores, nos anos 1960, em sociedade com o ex-ministro Mário Henrique Simonsen. Com a venda do Banco Bozano, em 2000, para o Santander, afastou-se da linha de frente dos negócios no Brasil. É um dos principais sócios privados da Embraer. Atualmente dedica-se à criação de cavalos puro-sangue e a coleções de arte.

Abilio Diniz

6. Abilio dos Santos Diniz
Ranking Geral da Forbes: 486
Fortuna estimada: US$ 1.6 Bilhões

Assumiu o controle da Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açúcar) em 1991, quando a empresa estava à beira da bancarrota, com faturamento anual de R$ 1,7 bilhão e prejuízo de R$ 110 milhões. Diniz comandou a volta por cima, reconquistando a liderança do mercado que tivera na década de 1980. Também detem o controle acionário do Grupo Sendas, a maior rede de supermercados do Rio de Janeiro.

Marcel Herman Telles

7. Marcel Herman Telles
Ranking Geral da Forbes: 512
Fortuna estimada: US$ 1.5 Bilhões

Em parceiria com outros brasileiros bilionários, Telles investiu e ajudou a tornar a AmBev a terceira maior empresa de cerveja do mundo antes de se juntar a Interbrew em 2004 formando a InBev. Telles comanda a InBev que está se expandindo e desenvolvendo-se em países como a China.

Guilherme Peirao Leal

8. Guilherme Peirao Leal
Ranking Geral da Forbes: 562
Fortuna estimada: US$ 1.4 Bilhões

É Presidente Executivo, um dos fundadores, e membro do Conselho de Administração da Natura Cosméticos, empresa brasileira com mais de 3 mil funcionários, faturamento anual superior a R$ 2 bilhões, operando no Brasil, Bolívia, Chile, Argentina e Peru.

Antonio Luiz Seabra

9. Antonio Luiz Seabra
Ranking Geral da Forbes: 562
Fortuna estimada: US$ 1.4 Bilhões

Seabra fundou a Natura Cosméticos em 1969 com uma única loja em São Paulo. Nos anos 70 adotou o modelo da pioneira Avon de vendas porta-à-porta. Hoje a empresa conta com mais de 519.000 consultores vendendo cremes e maquiagem no Brasil, Argentina, Chile, México e Peru. Seabra controla a Natura juntamente com seu co-fundador, Guilherme Peirao Leal.


10. Elie Horn
Ranking Geral da Forbes: 606
Fortuna estimada: US$ 1.3 Bilhões

Trabalha no ramo imobiliário desde os 17 anos. É controlador da Cyrela, a maior contrutora e incorporadora do Brasil. Nascido em Alepo, na Síria (curiosamente, assim como Joseph e Moise Safra) ele chegou ao Brasil na década de 50, ainda garoto. O empresário confidenciou que também estuda a possibilidade de deixar parte de sua fortuna para uma fundação, a exemplo do que fez Bill Gates e Waren Buffet (primeiro e segundo homens mais ricos do mundo, respectivamente) que doaram grande parte de suas fortunas para a Fundação Bill & Melinda Gates. Essa entidade, porém, não poderia levar seu nome ou a marca Cyrela. A explicação para essa iniciativa iria além da filantropia. “Não quero tirar dos meus filhos o prazer de construir algo com as próprias mãos”, disse Horn.

Carlos Alberto Sicupira

11. Carlos Alberto Sicupira
Ranking Geral da Forbes: 606
Fortuna estimada: US$ 1.3 Bilhões

Participante do trio de investidores e banqueiros que criaram a AmBev, uma das maiores empresas de cerveja do mundo. Sicupira tem grande participação nas Lojas Americanas. Ele se diverte praticando caça submarina, que inclusive possui diversos recordes mundiais.


12. Dorothéa Steinbruch
Ranking Geral da Forbes: 645
Fortuna estimada: US$ 1.2 Bilhões

Viúva, mãe de três filhos é dona da maior empresa de aço do Brasil, Companhia Siderurgica Nacional (CSN). As famílias Steinbruch e Rabonovitch, através da Vicunha Textile, pagaram 800 milhões em 1993 para controlar a CSN. No último ano a família Steinbruch comprou a parte dos Rabinovitch, hoje avaliados em 900 milhões por 588 milhões. Dorothéa não trabalha na administração da empresa, deixando essa tarefa para seu filho Benjamin.

Henrique Constantino

13.14.15.16. Henrique Constantino, Joaquim Constantino Neto, Ricardo Constantino, Constantino de Oliveira Jr
Ranking Geral da Forbes: 698
Fortuna estimada: US$ 1.1 Bilhões cada (totalizando 4.4 bilhões)

Há cinco anos, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes (Gol) era apenas um conceito. Hoje a empresa brasileira é uma companhia aérea altamente visível e próspera que está agitando toda a América Latina.
Em apenas quatro anos, as operações da Gol ganharam renome entre analistas financeiros e especialistas da indústria no mundo inteiro. Mas para manter sua trajetória de rápido crescimento, a empresa percebeu vários meses atrás que precisaria reter seus principais executivos, atrair novos talentos e manter todos focados em sua missão de baixo-custo, baixa-tarifa. É uma meta difícil de se atingir em uma indústria caracterizada pela árdua concorrência e pelo crescente número de falências.
Hoje a família Constantino, controladora da Gol é uma das famílias mais ricas do Brasil.

Arte não se rouba!

Tuesday, December 26th, 2006

A Folha publicou uma entrevista com Daniela Mercury, onde ela compara download de músicas na internet à assalto.

O Meiobit publicou sobre isso, e o Marco Mugnato também.

Segue parte da entrevista:

Folha Online – O que você acha do MP3 e da possibilidade de baixarem suas músicas gratuitamente na internet?
DanielaGosto da liberdade da internet, e acho que temos que pensá-la como instrumento de divulgação, gosto dessa possibilidade da democratização da música, da arte. Mas como essas pessoas que fazem download e compram disco pirata se sentiriam se tivessem um grupo de cem pessoas envolvidas no trabalho, dependendo daquilo, e não fossem contemplados? Mais uma questão ética para o mundo. Aí falam: “pela liberdade, pela democracia, temos direito de tudo”. Por que então a gente não está roubando os carros, assaltando supermercados? Se é para todo mundo ter direito a tudo, então vamos quebrar tudo. É preciso encontrar alguma maneira de as pessoas receberem pelo que fazem. Se elas fizessem um carro e botassem no meio da rua para cada um pegar e levar, como ia pagar o ferro, os empregados? Alguma coisa tem que ser recolhida para se viabilizar uma indústria cultural que é importantíssima para o mundo. A desonestidade, o download, a pirataria feitos deste jeito sucatearam todo o mercado de disco do Brasil.

Engraçado como o discurso começa de um jeito e acaba de outro. O início dele contradiz totalmente o final. Ela diz: “gosto dessa possibilidade da democratização da música, da arte”. Realmente não entendi qual é a definição de democracia pra ela. Ou será que ela gosta mesmo só da “possibilidade”?!

Esse mundo é realmente um poço de hipocrisia, ninguém mais liga para a arte. Mesmo se ela não vendesse 1 só disco ela não deixaria de ser muito rica. Ela faz shows o ano inteiro, faz comerciais e etc. O CD deveria ser um meio de divulgar seu trabalho, e não de faturar com ele.

Vai dizer que há mérito em ficar rico vendendo CDs? CDs masterizados, onde qualquer desafinado se torna o melhor cantor do momento. Poxa, sejamos sinceros. Se não fosse pela pirataria, acha que o público da Daniela seria tão forte?

As bandas atuais são conscientizadas de que a Internet, o compartilhamento de arquivos e principalmente a livre distribuição de música só tem a contribuir para o sucesso deles. Veja o MySpace!

Agora, essa geração dos discos de platina, realmente veêm nisso um “deixar de ganhar”, quando na verdade só aumenta a popularidade do artista.

Mas é claro que tem o lado negativo para os músicos. Eles dificilmente conseguem vender um CD com poucas músicas boas. Aquela estratégia de fazer dois ou três sucessos e encher o CD com qualquer coisa não funciona mais. Hoje você pode ter acesso só ao que te interessa.

Realmente, o olho grande é um mal terrível! Além de ganhar milhões fazendo shows e propaganda, ela ainda quer negar o acesso à arte aos menos favorecidos.

Essa comparação (de download de músicas com assalto) é ridícula. A Arte não pode ser roubada. Uma vez criada, ela deve ser disseminada, compartilhada e distribuída livremente! É pra isso que se faz arte, para por à apreciação de todos.

Mas ainda estou me matando pra entender o sentido de “gostar dessa possibilidade da democratização da música, da arte”

Nizan Guanaes: “Colabore com seu biógrafo”

Sunday, December 10th, 2006

Certas coisas são tão boas, tão inspiradoras que dá vontade de dividir com todo mundo. O que vou disponibilizar a vocês é uma delas. O texto que segue foi escrito por Nizan Guanaes para uma turma de formandos da FAAP.

Esse texto é tão forte, tão intenso, cheio de motivação que eu já o li (e leio) várias vezes, espero que seja tão útil a vocês quanto foi pra mim.

Dizem que conselho só se dá a quem pede. E, se vocês me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licença para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui vão alguns, que julgo valiosos.

Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como conseqüência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma.

A propósito disso, lembro-me uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela responde: Eu também não, meu filho”.

Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.

Meu segundo conselho: pense no seu País. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem, como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguassú. Que era ficção, mas hoje é realidade, na pessoa de Geraldo Bulhões, Denilma e Rosângela, sua concubina.

Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito.

É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido.


Tendo consciência de que, cada homem foi feito, para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que é mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado, para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias a seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia!

Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que agüentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansear, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar.

Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios.
O Brasil, este país de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol construíram, em menos de 50 anos, a 2ª maior megapotência do planeta. Enquanto nós, os espertos, construímos uma das maiores impotências do trabalho.

Trabalhe! Muitos de seus colegas dirão que você está perdendo sua vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é mesmo o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão.

E isso se chama sucesso.