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	<title>Blog do Ciconi &#187; Motivação</title>
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		<title>E agora, o que eu fa&#231;o?</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Apr 2007 15:31:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Ciconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Novidades]]></category>
		<category><![CDATA[Análises]]></category>
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		<description><![CDATA[Eu preciso estudar cinema, n&#227;o manjo nada de cinema. E eu quero fazer cinema.
Foi isso que ouvi hoje na esta&#231;&#227;o de trem. Fiquei muito curioso mas contive a pergunta. Por que o cara quer fazer cinema se n&#227;o entende nada do assunto?
Nessa conversa, os dois falavam sobre emprego. Um deles at&#233; comentou:
Por que eu preciso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><blockquote><p>Eu preciso estudar cinema, n&atilde;o manjo nada de cinema. E eu quero fazer cinema.</p></blockquote>
<p>Foi isso que ouvi hoje na esta&ccedil;&atilde;o de trem. Fiquei muito curioso mas contive a pergunta. Por que o cara quer fazer cinema se n&atilde;o entende nada do assunto?<br />
Nessa conversa, os dois falavam sobre emprego. Um deles at&eacute; comentou:</p>
<blockquote><p>Por que eu preciso saber Hist&oacute;ria pra trabalhar de porteiro?</p></blockquote>
<p>A conversa deles &eacute; bem comum. Eles t&ecirc;m d&uacute;vida sobre qual curso fazer na faculdade e t&ecirc;m d&uacute;vida sobre o que querem fazer da vida. E sempre que pensam em algum curso, o maior atrativo &eacute; o resultado financeiro aparente.</p>
<p>Isso me lembrou minha hist&oacute;ria (calma, n&atilde;o sou um senhor de meia-idade frustrato com hist&oacute;rias chatas), ela &eacute; recente, bem recente:</p>
<p>Desde os quinze anos eu sabia o que queria fazer da vida. Eu queria estudar Engenharia da Computa&ccedil;&atilde;o na faculdade. Eu sempre adorei computadores e desenvolvimento de sistemas. Na verdade, qualquer tipo de tecnologia.</p>
<p>Quando finalmente chegou a hora de ir pra faculdade, ganhei uma bolsa num curso de Tecnologia em Desenvolvimento de Banco de Dados. Adorei a ideia (afinal, um desenvolvedor Oracle ganha muito bem). Quando fui fazer a matr&iacute;cula, pra minha decep&ccedil;&atilde;o, me informaram que n&atilde;o haveria turma para o curso naquele ano. Ent&atilde;o iriam transferir a bolsa para Sistemas de Informa&ccedil;&atilde;o (Urgh!).</p>
<p>Fiquei uns 10 minutos na sala de espera para assinar a matr&iacute;cula, mas j&aacute; n&atilde;o estava t&atilde;o empolgado. Pensava em desistir da bolsa. Ent&atilde;o comecei a folhear as cartilhas de cursos da faculdade e na &uacute;ltima hora, quando me chamaram para a matr&iacute;cula eu perguntei se poderia fazer Gest&atilde;o Financeira (afinal, adoro economia e finan&ccedil;as, ent&atilde;o seria um curso interessante).</p>
<p>A coordenadora do curso me olhava pasma dizendo que n&atilde;o era minha &aacute;rea. Eu disse que era oque eu queria fazer, e foi o que fiz (e ainda estou fazendo, viu como a hist&oacute;ria n&atilde;o era antiga?!).</p>
<p>Na &eacute;poca eu tinha um emprego muito mal pago perto da faculdade &#8211; ali&aacute;s, esse foi o motivo da escolha da faculdade, eu economizaria no transporte, uma vez que eu teria de ir at&eacute; l&aacute; de qualquer jeito.</p>
<p>Ainda estudando, fui contratado por um banco, onde ainda trabalho. E desde ent&atilde;o, minhas expectativas de carreira mudaram. N&atilde;o penso mais em fazer Engenharia, mas Economia.</p>
<p>Desde os 15 anos eu tinha certeza do que eu queria. Mas em 10 minutos numa sala de espera, mudei minhas proje&ccedil;&otilde;es consideravelmente, embora n&atilde;o completamente, porque ainda sou apaixonado por computadores.</p>
<p>Tenho me dado muito bem na minha fun&ccedil;&atilde;o e acredito que terei grandes conquistas. E no final, aprendi uma grande li&ccedil;&atilde;o:</p>
<blockquote><p>Voc&ecirc; nunca vai <a href="http://diegociconi.com/steve-jobs-voce-tem-que-encontrar-sua-paixao-78/">encontrar sua paix&atilde;o</a> se n&atilde;o procurar por ela.</p></blockquote>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>Steve Jobs: &#8220;Voc&#234; tem que encontrar sua paix&#227;o&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Apr 2007 18:20:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Ciconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Capitalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[N&#227;o &#233; novidade pra ningu&#233;m que adoro textos motivacionais. As vezes me pego procurando discursos de personalidades s&#243; pra encontrar frases motivadoras. Tem at&#233; uma p&#225;gina com cita&#231;&#245;es aqui no blog. Fazer o qu&#234;? Isso me inspira.
Encontrei esse v&#237;deo do Steve Jobs discursando numa formatura em Stanford e fiquei at&#233; arrepiado ao assistir. Isso sempre [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>N&atilde;o &eacute; novidade pra ningu&eacute;m que adoro textos motivacionais. As vezes me pego procurando discursos de personalidades s&oacute; pra encontrar frases motivadoras. Tem at&eacute; uma <a href="http://diegociconi.com/citacoes/">p&aacute;gina com cita&ccedil;&otilde;es aqui no blog</a>. Fazer o qu&ecirc;? Isso me inspira.</p>
<p>Encontrei esse <a href="http://video.google.com/videoplay?docid=-204609026222503944&#038;hl=en">v&iacute;deo do Steve Jobs discursando numa formatura em Stanford</a> e fiquei at&eacute; arrepiado ao assistir. Isso sempre acontece quando encontro <a href="http://diegociconi.com/nizan-guanaes-colabore-com-seu-biografo-39/">textos t&atilde;o inspiradores</a>.</p>
<p>Bem, chega de blablabl&aacute;. Vamos ao v&iacute;deo:</p>
<p><center><embed style="width:400px; height:326px;" id="VideoPlayback" type="application/x-shockwave-flash" src="http://video.google.com/googleplayer.swf?docId=-204609026222503944&#038;hl=en" flashvars=""></embed></center></p>
<p>Via: <a href="http://www.diogoazevedo.com/2007/04/aprenda-sobre-a-vida-com-steve-jobs/">Diogo Azevedo</a> e <a href="http://www.viuisso.com.br/2007/04/03/connecting-the-dots-licoes-de-vida-de-steve-jobs/">ViuIsso</a>.</p>
<p>Sabe&#8230; Eu ia traduzir esse discurso para os que n&atilde;o falam ingl&ecirc;s. Mas como sou <del datetime="2007-04-15T18:29:40+00:00">pregui&ccedil;oso</del> produtivo acabei encontrando no Google.<br />
Transcript em ingl&ecirc;s: <a href="http://news-service.stanford.edu/news/2005/june15/jobs-061505.html">Stanford News Service</a>.<br />
Tradu&ccedil;&atilde;o: <a href="http://www.aprendendoingles.com.br/shtml/2005229.shtml">English for Reading</a>.</p>
<p>Segue o discurso na &iacute;ntegra:</p>
<blockquote><p>Estou honrado em estar com voc&ecirc;s hoje na formatura de uma das melhores universidades do mundo. Eu nunca me formei na faculdade. Verdade seja dita, hoje &eacute; o dia da minha vida que cheguei mais perto de uma formatura de faculdade. Hoje eu quero contar a voc&ecirc;s tr&ecirc;s hist&oacute;rias da minha vida. &Eacute; s&oacute; isso. N&atilde;o &eacute; grande coisa. S&oacute; tr&ecirc;s hist&oacute;rias.</p>
<p>A primeira hist&oacute;ria &eacute; sobre ligar os pontos.</p>
<p>Eu deixei a Reed College depois dos primeiros 6 meses, mas ent&atilde;o eu fiquei por l&aacute; como visitante por outros 18 meses mais ou menos, antes de eu realmente sair. Ent&atilde;o por que eu sa&iacute;?</p>
<p>Tudo come&ccedil;ou antes de eu nascer. Minha m&atilde;e biol&oacute;gica era jovem, solteira e rec&eacute;m-formada. Decidiu me entregar para ado&ccedil;&atilde;o. Queria que eu tivesse forma&ccedil;&atilde;o universit&aacute;ria. Ficou arranjado que, ao nascer, eu seria entregue a um advogado e a sua esposa. Mas, no &uacute;ltimo instante, eles decidiram que queriam uma menina. Ent&atilde;o, o casal seguinte da lista de espera recebeu uma liga&ccedil;&atilde;o no meio da noite: &#8216;Temos um beb&ecirc; inesperado, voc&ecirc;s querem ficar com ele?&#8217;. Eles disseram: &#8216;Claro&#8217;. Mas minha m&atilde;e (adotiva) nunca havia se formado e meu pai (adotivo) n&atilde;o havia conclu&iacute;do a escola secund&aacute;ria. Minha m&atilde;e biol&oacute;gica se recusou a assinar os pap&eacute;is de ado&ccedil;&atilde;o. S&oacute; mudou de id&eacute;ia depois de alguns meses, quando meus pais prometeram que eu teria forma&ccedil;&atilde;o superior.  </p>
<p>E 17 anos depois eu fui pra faculdade. Mas ingenuamente eu escolhi uma faculdade quase t&atilde;o cara quanto Stanford, e todas as economias dos meus pais de classe oper&aacute;ria estavam sendo gastos na minha educa&ccedil;&atilde;o superior. Depois de seis meses, eu n&atilde;o podia enxergar benef&iacute;cio naquilo. Eu n&atilde;o tinha id&eacute;ia do que queria fazer com minha vida e nenhuma id&eacute;ia de como a faculdade poderia me ajudar a descobrir. E l&aacute; estava eu gastando todo o dinheiro que meus pais economizaram durante toda a vida. Ent&atilde;o eu decidi sair e confiar que tudo ia acabar dando certo. Era bem assustador naquela &eacute;poca, mas olhando para tr&aacute;s, foi uma das melhores decis&otilde;es que eu j&aacute; tomei. Assim que eu sa&iacute; eu pude parar de assistir as aulas obrigat&oacute;rias que n&atilde;o me interessavam, e comecei a assistir as que pareciam interessantes.</p>
<p>Nem tudo foi t&atilde;o rom&acirc;ntico. Eu n&atilde;o tinha um dormit&oacute;rio, ent&atilde;o eu dormia no ch&atilde;o do quarto dos amigos; eu devolvia garrafas de coca-cola aos dep&oacute;sitos por 5 centavos pra poder comprar comida; e eu andava as 7 milhas (11,2 km) atrav&eacute;s da cidade toda noite de domingo pra pegar uma boa refei&ccedil;&atilde;o semanal no templo Hare Krishna. Eu amava aquilo. E muito do que eu encontrei seguindo minha curiosidade e intui&ccedil;&atilde;o se mostrou de valor incalcul&aacute;vel mais tarde. Deixe-me dar um exemplo:</p>
<p>A Reed College naquele tempo oferecia talvez a melhor instru&ccedil;&atilde;o sobre caligrafia no pa&iacute;s. Por todo o campus, cada p&ocirc;ster, cada etiqueta em cada gaveta, apresentava uma bela caligrafia manual. Por eu ter sa&iacute;do e n&atilde;o ter que assistir as aulas normais, eu decidi tomar aulas de caligrafia para aprender a fazer aquilo. Eu aprendi sobre caracteres com e sem serifa, sobre a varia&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o entre diferentes combina&ccedil;&otilde;es de letras, sobre o que torna a grande tipografia grande. Era bonita, hist&oacute;rica, artisticamente sutil de uma maneira que a ci&ecirc;ncia n&atilde;o pode capturar, e eu achei aquilo fascinante.</p>
<p>Nada disso tinha sequer um lampejo de aplica&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica na minha vida. Mas dez anos depois, quando n&oacute;s est&aacute;vamos projetando o primeiro computador Macintosh, aquilo tudo voltou. E n&oacute;s colocamos tudo no Mac. Foi o primeiro computador com uma tipografia bonita. Se eu nunca tivesse entrado naquele simples curso da faculdade, o Mac nunca teria m&uacute;ltiplos tamanhos de letra ou fontes proporcionalmente espa&ccedil;adas. E como o Windows s&oacute; copiou o Mac, provavelmente nenhum computador pessoal teria. Se eu nunca tivesse deixado a faculdade, eu nunca teria entrado na aula de caligrafia, e os computadores pessoais poderiam n&atilde;o ter a maravilhosa tipografia que eles t&ecirc;m. Claro que era imposs&iacute;vel ligar os pontos olhando pra frente quando eu estava na faculdade. Mas ficou muito, muito claro olhando pra tr&aacute;s dez anos depois.</p>
<p>De novo: voc&ecirc; n&atilde;o pode ligar os pontos olhando adiante; voc&ecirc; s&oacute; pode liga-los olhando pra tr&aacute;s. Ent&atilde;o voc&ecirc; tem que confiar que os pontos de algum jeito v&atilde;o se ligar em seu futuro. Voc&ecirc; tem que confiar em alguma coisa &#8211; seu intestino, destino, vida, karma, seja o que for. Essa id&eacute;ia nunca me deixou cair, e fez toda a diferen&ccedil;a na minha vida.</p>
<p>Minha segunda hist&oacute;ria &eacute; sobre amor e perda.</p>
<p>Eu fui sortudo &#8211; descobri o que eu amava fazer bem cedo. Woz (Steve Wozniak) e eu come&ccedil;amos a Apple na garagem dos meus pais quando eu tinha 20 anos. N&oacute;s trabalhamos duro, e em 10 anos a Apple cresceu de apenas n&oacute;s dois numa garagem at&eacute; uma companhia de 2 bilh&otilde;es de d&oacute;lares com mais de 4000 empregados. N&oacute;s t&iacute;nhamos acabado de lan&ccedil;ar nossa maior cria&ccedil;&atilde;o &#8211; o Macintosh &#8211; um ano antes, e eu tinha acabado de fazer 30. E ent&atilde;o eu fui demitido. Como voc&ecirc; pode ser demitido de uma empresa que fundou? Bem, &agrave; medida que a Apple crescia, contratei uma pessoa que pensei ser talentosa para administrar a empresa comigo. Mas nossa vis&atilde;o do futuro come&ccedil;ou a divergir e tivemos um desentendimento. Quando isso aconteceu, a diretoria ficou do lado dessa pessoa. Fiquei arrasado.</p>
<p>Eu realmente n&atilde;o sabia o que fazer por alguns meses. Eu sentia que tinha falhado diante de toda a gera&ccedil;&atilde;o anterior de empreendedores &#8211; que eu deixei cair o bast&atilde;o quando ele estava sendo passado a mim. Encontrei David Packard e Bob Noyce e tentei me desculpar por ter trabalhado t&atilde;o mal. Eu era um fracasso p&uacute;blico, e eu at&eacute; pensei em fugir do vale. Mas algo come&ccedil;ou a surgir lentamente em mim &#8211; eu ainda amava o que eu fazia. A s&eacute;rie de eventos na Apple n&atilde;o tinha mudado isso nem um pouco. Eu fui rejeitado, mas eu ainda estava apaixonado. Ent&atilde;o eu decidi recome&ccedil;ar.</p>
<p>Eu n&atilde;o via isso na hora, mas o fato &eacute; que ser demitido da Apple foi a melhor coisa que jamais poderia ter me acontecido. O peso de ser bem sucedido foi trocado pela leveza de ser um iniciante de novo, sem ter certeza de quase nada. Isso me libertou para entrar num dos per&iacute;odos mais criativos da minha vida.</p>
<p>Nos cinco anos seguintes, eu comecei uma empresa chamada NeXT, outra empresa chamada Pixar, e me apaixonei por uma magn&iacute;fica mulher que se tornaria minha esposa. A Pixar criou o primeiro filme de anima&ccedil;&atilde;o por computador, Toy Story, e hoje &eacute; o mais bem sucedido est&uacute;dio de anima&ccedil;&atilde;o do mundo. Numa memor&aacute;vel seq&uuml;&ecirc;ncia de eventos, a Apple comprou a NeXT, eu retornei &agrave; Apple, e a tecnologia que n&oacute;s desenvolvemos na NeXT est&aacute; no cora&ccedil;&atilde;o da atual ressurrei&ccedil;&atilde;o da Apple. E Laurence e eu temos uma maravilhosa fam&iacute;lia juntos.</p>
<p>Tenho toda a certeza de que nada disso teria acontecido se eu n&atilde;o fosse demitido da Apple. Foi um rem&eacute;dio de gosto amargo, mas acho que o paciente precisava dele. &Agrave;s vezes a vida te bate na cabe&ccedil;a com um tijolo. N&atilde;o perca a f&eacute;. Estou convencido de que a &uacute;nica coisa que me manteve em a&ccedil;&atilde;o foi o fato de que eu amava o que fazia. Voc&ecirc; tem que achar o que voc&ecirc; ama, sua paix&atilde;o. E isso &eacute; t&atilde;o verdadeiro para o seu trabalho quanto &eacute; para seu companheiro. Seu trabalho vai ocupar uma grande parte da sua vida, e o &uacute;nico jeito de ficar verdadeiramente satisfeito &eacute; fazer o que voc&ecirc; acredita que &eacute; um belo trabalho. E o &uacute;nico jeito de fazer um belo trabalho &eacute; amar o que voc&ecirc; faz. Se voc&ecirc; ainda n&atilde;o achou, continue procurando. N&atilde;o fique sentado. De todo o cora&ccedil;&atilde;o, voc&ecirc; vai saber quando encontrar. E, como qualquer grande relacionamento, s&oacute; melhora mais e mais conforme os anos v&atilde;o passando. Ent&atilde;o continue procurando at&eacute; achar. N&atilde;o fique sentado.</p>
<p>Minha terceira hist&oacute;ria &eacute; sobre a morte.</p>
<p>Quando eu tinha 17 anos, eu li uma cita&ccedil;&atilde;o mais ou menos assim: &#8220;Se voc&ecirc; viver cada dia como se fosse o &uacute;ltimo, algum dia provavelmente voc&ecirc; vai acertar&#8221;. Aquilo me impressionou, e desde ent&atilde;o, nos &uacute;ltimos 33 anos, eu tenho olhado no espelho cada manh&atilde; e perguntado a mim mesmo: &#8220;Se hoje fosse o &uacute;ltimo dia da minha vida, eu ia querer fazer o que eu vou fazer hoje?&#8221; E sempre que a resposta foi &#8220;N&atilde;o&#8221; por v&aacute;rios dias seguidos, eu soube que eu tinha que mudar alguma coisa.</p>
<p>Lembrar que eu logo vou estar morto &eacute; a ferramenta mais importante que eu j&aacute; encontrei pra me ajudar a fazer grandes escolhas na vida. Porque quase tudo &#8211; toda a expectativa exterior, todo o orgulho, todo o medo de dificuldades ou falhas &#8211; estas coisas simplesmente somem em face da morte, deixando apenas o que &eacute; realmente importante. Lembrar que voc&ecirc; vai morrer &eacute; a melhor maneira que eu conhe&ccedil;o para evitar a armadilha de achar que voc&ecirc; tem algo a perder. Voc&ecirc; j&aacute; est&aacute; nu. N&atilde;o h&aacute; raz&atilde;o para n&atilde;o seguir seu cora&ccedil;&atilde;o. </p>
<p>Mais ou menos h&aacute; um ano eu recebi um diagn&oacute;stico de c&acirc;ncer. Eu fiz um exame &agrave;s 7:30 da manh&atilde;, e ele mostrou claramente um tumor no meu p&acirc;ncreas. E eu nem sabia o que era um p&acirc;ncreas! Os m&eacute;dicos me disseram que era quase com certeza um tipo incur&aacute;vel de c&acirc;ncer, e que eu n&atilde;o devia esperar viver mais do que de tr&ecirc;s a seis meses. Meu m&eacute;dico me aconselhou a ir pra casa e botar meus neg&oacute;cios em ordem, o que no idioma dos m&eacute;dicos significa: prepare-se para morrer. Significa tentar dizer aos seus filhos tudo o que voc&ecirc; pensou que teria os pr&oacute;ximos 10 anos para lhes dizer, em apenas uns poucos meses. Significa ter certeza que tudo est&aacute; no lugar para que seja t&atilde;o f&aacute;cil quanto poss&iacute;vel para sua fam&iacute;lia. Significa dizer adeus.</p>
<p>Eu fiquei com aquele diagn&oacute;stico o dia inteiro. Depois, naquela noite eu tive uma bi&oacute;psia, em que eles enfiaram um endosc&oacute;pio na minha garganta, atrav&eacute;s do meu est&ocirc;mago e dentro dos meus intestinos, colocaram uma agulha no meu p&acirc;ncreas e pegaram algumas c&eacute;lulas do tumor. Eu estava sedado, mas minha esposa, que estava l&aacute;, me disse que quando eles viram as c&eacute;lulas no microsc&oacute;pio os m&eacute;dicos come&ccedil;aram a chorar porque descobriram que era uma forma muito rara de c&acirc;ncer pancre&aacute;tico que &eacute; cur&aacute;vel atrav&eacute;s de cirurgia. Eu passei pela cirurgia e hoje eu estou bem.</p>
<p>Isto foi o mais perto que eu cheguei de encarar a morte, e eu espero que seja o mais perto que eu chegue por algumas d&eacute;cadas mais. Tendo sobrevivido, hoje eu posso dizer isto a voc&ecirc;s com um pouco mais de certeza do que quando a morte era um conceito &uacute;til mas puramente intelectual:</p>
<p>Ningu&eacute;m quer morrer. Mesmo as pessoas que querem ir para o C&eacute;u n&atilde;o querem morrer pra chegar l&aacute;. E mesmo assim, a morte &eacute; o destino que todos n&oacute;s compartilhamos. Ningu&eacute;m nunca escapou dela. E &eacute; como deve ser, porque a Morte &eacute; muito provavelmente a melhor inven&ccedil;&atilde;o da Vida. &Eacute; o agente de mudan&ccedil;a da Vida. Ela tira o velho do caminho pra dar espa&ccedil;o pro novo. Por enquanto o novo s&atilde;o voc&ecirc;s, mas algum dia n&atilde;o muito distante, voc&ecirc;s gradualmente v&atilde;o se tornar os velhos e sair do caminho. Me desculpe por ser t&atilde;o dram&aacute;tico, mas essa &eacute; a verdade.</p>
<p>Seu tempo &eacute; limitado, ent&atilde;o n&atilde;o o perca vivendo a vida de outra pessoa. N&atilde;o caia na armadilha do dogma &#8211; que &eacute; viver com os resultados do pensamento de outra pessoa. N&atilde;o deixe o ru&iacute;do da opini&atilde;o alheia sufocar sua voz interior. E mais importante, tenha coragem de seguir seu cora&ccedil;&atilde;o e sua intui&ccedil;&atilde;o. Eles de alguma forma j&aacute; sabem o que voc&ecirc; realmente quer se tornar. Tudo o mais &eacute; secund&aacute;rio.</p>
<p>Quando eu era jovem, havia uma publica&ccedil;&atilde;o maravilhosa chamada &#8220;The Whole Earth Catalog&#8221; (O Cat&aacute;logo de Toda a Terra), uma das b&iacute;blias da minha gera&ccedil;&atilde;o. Tudo era feito com m&aacute;quinas de escrever, tesouras e polar&oacute;ides. Era tipo um Google em formato brochura, mas 35 anos antes do Google. Era idealista e trazia uma abund&acirc;ncia de recursos elegantes e id&eacute;ias brilhantes.</p>
<p>Stewart e sua equipe publicaram v&aacute;rias edi&ccedil;&otilde;es do &#8220;The Whole Earth Catalog&#8221;, e ent&atilde;o quando seu papel estava cumprido, eles publicaram uma edi&ccedil;&atilde;o final. Est&aacute;vamos em meados dos anos 70, e eu tinha a idade de voc&ecirc;s. Na contracapa, havia a fotografia de uma estradinha de terra ao amanhecer, do tipo em que voc&ecirc; poderia ficar pegando carona se voc&ecirc; for aventureiro. Embaixo, lia-se: &#8220;Stay hungry; stay foolish&#8221; (Mantenha-se &aacute;vido; mas n&atilde;o se leve t&atilde;o a s&eacute;rio). Era a mensagem de despedida deles. E tenho sempre desejado isso para mim. E agora, eu desejo isto a voc&ecirc;s.</p>
<p>Stay Hungry. Stay Foolish.</p>
<p>Muito obrigado a todos voc&ecirc;s.</p></blockquote>
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		<title>Forbes: Os mais ricos do Brasil &#8211; 2007</title>
		<link>http://diegociconi.com/forbes-os-mais-ricos-do-brasil-2007-72/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Mar 2007 20:13:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Ciconi</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sim! Temos mais bilion&#225;rios do que ano passado!
Juntamente com a atualiza&#231;&#227;o da lista de brasileiros mais ricos do mundo vieram algumas surpresas, como a r&#225;pida mudan&#231;a de posi&#231;&#245;es (que vou analisar durante a lista) e a ascend&#234;ncia de alguns que antes n&#227;o estavam listados (como Eliezer Steinbruch). Sem falar no aumento de bilion&#225;rios, s&#227;o 19 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Sim! Temos mais bilion&aacute;rios do que ano passado!<br />
Juntamente com a atualiza&ccedil;&atilde;o da lista de brasileiros mais ricos do mundo vieram algumas surpresas, como a r&aacute;pida mudan&ccedil;a de posi&ccedil;&otilde;es (que vou analisar durante a lista) e a ascend&ecirc;ncia de alguns que antes n&atilde;o estavam listados (como Eliezer Steinbruch). Sem falar no aumento de bilion&aacute;rios, s&atilde;o 19 esse ano. &Eacute;  impressionante a velocidade de gera&ccedil;&atilde;o desses bilh&otilde;es.</p>
<p>Vale observar que minha lista &eacute; baseada <a href="http://www.forbes.com/lists/2007/10/07billionaires_The-Worlds-Billionaires-Latin-America_6CountryOfCitizen.html">nesta p&aacute;gina.</a> Vi em alguns sites outros nomes al&eacute;m desses, mas vou seguir exatamente como se encontra na lista da Forbes.</p>
<p>Vamos ao ranking:</p>
<div align="justify"><img style="border: 1px solid #000000; float: right; margin-left: 10px"  id="image73" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/jsafra.jpg" alt="Joseph Safra" /></div>
<p><strong>1.</strong> Joseph Safra (Banco Safra) &#8211; 68 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 119<br />
Fortuna Estimada: US$ 6.0 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>No ano passado ele figurava na lista ao lado do irm&atilde;o Moise &#8211; que agora ocupa a 5&ordm; posi&ccedil;&atilde;o sozinho. Como fiz uma descri&ccedil;&atilde;o conjunta na lista anterior, nada mais justo que fazer uma descri&ccedil;&atilde;o individual, visto que o irm&atilde;o Safra mais popular, hoje &eacute; o homem mais rico do Brasil &#8211; sozinho.<br />
Em 2006 Joseph comprou a parte de seu irm&atilde;o Moise (50%) de seu imp&eacute;rio financeiro, que inclui o Banco Safra (o oitavo maior banco brasileiro), Safra National Bank of New York (filial em Nova York) e Banque Safra-Luxembourg (filial em Luxemburgo). Hoje Joseph Safra &eacute; o controlador do Grupo Safra. <a href="http://diegociconi.com/forbes-os-mais-ricos-do-brasil-59/">(Veja mais sobre Joseph Safra)</a></em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image64" style="border: 1px solid #000000; float: left; margin-right: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/lemman.jpg" alt="Jorge Paulo Lemann" align="left" /></div>
<p><strong>2.</strong> Jorge Paulo Lemann (AmBev/Inbev) &#8211; 67 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 165<br />
Fortuna Estimada: US$ 4.9 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Ano passado estava em terceiro lugar, atr&aacute;s fe Aloysio Faria. Ganhou mais US$ 1.5 bilh&atilde;o e alcan&ccedil;ou a segunda posi&ccedil;&atilde;o.<br />
O banqueiro que se tornou magnata da cerveja, com outros ex-banqueiros e tamb&eacute;m bilion&aacute;rios, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira (veja os dois ainda nessa lista), dividem o controle de uma das maiores cervejarias do mundo, a InBev, formada pela uni&atilde;o da AmBev do Brasil e da Interbrew da Belgica. O trio tamb&eacute;m controla a varejista Lojas Americanas. Sua fortuna nasceu do sucesso de seu banco de investimentos, o Banco Garantia, que ele fundou em 1971 e vendeu em 1998 por US$675 milh&otilde;es. <a href="http://diegociconi.com/forbes-os-mais-ricos-do-brasil-59/">(Veja mais sobre Jorge Paulo Lemann)</a></em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image61" style="border: 1px solid #000000; float: right; margin-left: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/aloysio.jpg" alt="Aloysio Faria" align="right" /></div>
<p><strong>3.</strong> Aloysio de Andrade Faria (Grupo Alfa) &#8211; 86 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 214<br />
Fortuna Estimada: US$ 4.0 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Teve um aumento de US$ 200 milh&otilde;es em sua fortuna, mas n&atilde;o foram suficientes para mant&ecirc;-lo na segunda posi&ccedil;&atilde;o.<br />
Grande parte de sua fortuna vem da venda do Banco Real em 1998 para os holandeses ABN Amro por US$ 2.1 bilh&otilde;es. Faria ent&atilde;o fundou o Banco Alfa, que hoje possui US$ 4.8 bilh&otilde;es em ativos e &eacute; o 17&ordm; maior banco do Brasil. Tamb&eacute;m &eacute; dono da Agropalma, uma das maiores empresas produtoras de &oacute;leo de palma da Am&eacute;rica Latina, que est&aacute; se beneficiando da crescente demanda por biodiesel. <a href="http://diegociconi.com/forbes-os-mais-ricos-do-brasil-59/">(Veja mais sobre Aloysio de Andrade Faria)</a></em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image65" style="border: 1px solid #000000; float: left; margin-right: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/ermirio.miniatura.jpg" alt="Antonio Ermirio de Moraes" align="right" /></div>
<p><strong>4.</strong> Antonio Erm&iacute;rio de Moraes e fam&iacute;lia (Grupo Votorantim) &#8211; 78 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 226<br />
Fortuna Estimada: US$ 3.9 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Continua na quarta posi&ccedil;&atilde;o, mesmo com o aumento de US$ 700 milh&otilde;es esse ano.<br />
A fam&iacute;lia de Antonio Erm&iacute;rio det&eacute;m o Grupo Votorantim, um conglomerado de US$ 8.5 bilh&otilde;es que atua na industria de metal, papel, produtos qu&iacute;micos e suco de laranja. Seus tr&ecirc;s irm&atilde;os e seu herdeiros tamb&eacute;m t&ecirc;m parte da Votorantim. A empresa &eacute; administrada ativamente por 8 membros da terceira gera&ccedil;&atilde;o. Carlos Erm&iacute;rio de Moreas (filho de Antonio Erm&iacute;rio) lidera os executivos. Antonio Ermirio escreve uma coluna semanal para a Folha de S&atilde;o Paulo.<a href="http://diegociconi.com/forbes-os-mais-ricos-do-brasil-59/">(Veja mais sobre Antonio Erm&iacute;rio de Moraes)</a></em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image74" style="border: 1px solid #000000; float: right; margin-left: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/msafra.jpg" alt="Moise Safra" /></div>
<p><strong>5.</strong> Moise Safra (ex-Banco Safra e Aracruz Celulose) &#8211; 72 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 314<br />
Fortuna Estimada: US$ 2.9 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>No ano passado, sua fortuna somada com a de seu irm&atilde;o os levevam a primeira posi&ccedil;&atilde;o do ranking. Hoje ele ocupa a quinta posi&ccedil;&atilde;o sozinho, ainda assim uma posi&ccedil;&atilde;o privilegiada.<br />
Dois anos de negocia&ccedil;&otilde;es familiares terminaram em separa&ccedil;&atilde;o amig&aacute;vel no Grupo Safra. Joseph Safra assume a totalidade do capital do grupo. Moise vendeu sua participa&ccedil;&atilde;o de 50% no neg&oacute;cio, deixando Jos&eacute; na condi&ccedil;&atilde;o de &uacute;nico acionista. O mercado especula sobre seus pr&oacute;ximos passos: criar uma superbutique de investimentos, abrir um novo banco ou investir em um setor diferente. (Fonte: Isto&Eacute; Dinheiro)</em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image66" style="border: 1px solid #000000; float: left; margin-right: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/telles.miniatura.jpg" alt="Marcel Herman Telles" align="left" /></div>
<p><strong>6.</strong> Marcel Herrmann Telles (AmBev/InBev) &#8211; 57 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 432<br />
Fortuna Estimada: US$ 2.2 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Um dos integrandes do trio de bilion&aacute;rios magnatas da cerveja. Com seus parceiros ex-banqueiros, Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira (veja ambos nessa lista), Telles fundou o grupo AmBev. Em 2004 eles se juntaram a Interbrew da Belgica e formaram a InBev, a maior cervejaria do mundo se considerado o volume de produ&ccedil;&atilde;o. O trio tamb&eacute;m controla a varejista Lojas Americanas, que teve um aumento de 67% no valor das a&ccedil;&otilde;es em 2006. Em Janeiro as Lojas Americanas anunciaram a compra da Blockbuster no Brasil.</em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image69" style="border: 1px solid #000000; float: right; margin-left: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/sicupira.jpg" alt="Carlos Alberto Sicupira " align="left" /></div>
<p><strong>7.</strong> Carlos Alberto Sicupira (AmBev/InBev) &#8211; 59 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 488<br />
Fortuna Estimada: US$ 2.0 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Surfando na cerveja. Com os parceiros investidores e bilion&aacute;rios Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles (vejam ambos nessa lista), criou a AmBev, a maior cervejaria brasileira. O trio controla a InBev (uni&atilde;o da AmBev do Brasil e Interbrew da Belgica) e tamb&eacute;m as Lojas Americanas.</em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image75" style="border: 1px solid #000000; float: left; margin-right: 10px"  src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/ometto.jpg" alt="Rubens Ometto" /></div>
<p><strong>7.</strong> Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/cana-de-a&ccedil;&uacute;car)<br />
Ranking Geral da Forbes: 488<br />
Fortuna Estimada: US$ 2.0 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>O primeiro bilion&aacute;rio do ethanol. Com a familia, Ometto controla a Cosan S.A., a maior processadora de cana de a&ccedil;ucar do mundo, a segunda maior produtora de ethanol. A Cosan colocou a&ccedil;&otilde;es na bolsa em 2005. A empresa foi fundada em 1936 pela familia de Ometto e cresceu at&eacute; 2000 atrav&eacute;s de aquisi&ccedil;&otilde;es e parceirias.</em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image62" style="border: 1px solid #000000; float: right; margin-left: 10px"  src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/bozano2.jpg" alt="Julio Bozano" align="left" /></div>
<p><strong>8.</strong> Julio Bozano (ex-Banco Bozano Simonsen) &#8211; 71 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 538<br />
Fortuna Estimada: US$ 1.9 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>O ex-banqueiro conseguiu se manter longe das not&iacute;cias desde que vendeu o Banco Bozano Simonsen para o espanhol Banco Santander Central Hispano 2000. No ultimo ano foi vendeu ativos de planta&ccedil;&otilde;es de caf&eacute; e shoppings no Rio de Janeiro para um fundo de investimento. Seus 11% de a&ccedil;&otilde;es da Embraer valem US$ 825 milh&otilde;es.</em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image63" style="border: 1px solid #000000; float: left; margin-right: 10px"  src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/diniz.jpg" alt="Abilio Diniz" align="right" /></div>
<p><strong>8.</strong> Abilio dos Santos Diniz (P&atilde;o de A&ccedil;&uacute;car) &#8211; 70 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 538<br />
Fortuna Estimada: US$ 1.9 Bilh&otilde;es</p>
<p>Ab&iacute;lio Diniz controla os US$ 6.5 bilh&otilde;es (em vendas) da Companhia Brasileira de Distribui&ccedil;&atilde;o (Grupo P&atilde;o de A&ccedil;ucar). Sua participa&ccedil;&atilde;o na empresa aumentou no ultimo ano, quando seu pai, Valentim Diniz (que fundou a empresa em 1948) dividiu suas a&ccedil;&otilde;es com seus filhos. Diniz controla a compania ao lado do franc&ecirc;s Groupe Casino.</p>
<p><strong>9.</strong> Doroth&eacute;a Steinbruch e fam&iacute;lia (CSN)<br />
Ranking Geral da Forbes: 557<br />
Fortuna Estimada: US$ 1.8 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Vi&uacute;va, m&atilde;e de tr&ecirc;s filhos &eacute; dona da maior empresa de a&ccedil;o do Brasil, Companhia Siderurgica Nacional (CSN). As fam&iacute;lias Steinbruch e Rabonovitch, atrav&eacute;s da Vicunha Textile, pagaram 800 milh&otilde;es em 1993 para controlar a CSN. No &uacute;ltimo ano a fam&iacute;lia Steinbruch comprou a parte dos Rabinovitch, hoje avaliados em 900 milh&otilde;es por 588 milh&otilde;es. Doroth&eacute;a n&atilde;o trabalha na administra&ccedil;&atilde;o da empresa, deixando essa tarefa para seu filho Benjamin. A familia tamb&eacute;m possui o Banco Fibra, que tem cerca de US$ 3 bilh&otilde;es em ativos.</em></p>
<p><strong>10.</strong> Elie Horn (imobili&aacute;ria Cyrela) &#8211; 61<br />
Ranking Geral da Forbes: 618<br />
Fortuna Estimada: US$ 1.6 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Trabalha no ramo imobili&aacute;rio desde os 17 anos. &Eacute; controlador da Cyrela, a maior contrutora e incorporadora do Brasil. Nascido em Alepo, na S&iacute;ria (curiosamente, assim como Joseph e Moise Safra) ele chegou ao Brasil na d&eacute;cada de 50, ainda garoto. O empres&aacute;rio confidenciou que tamb&eacute;m estuda a possibilidade de deixar parte de sua fortuna para uma funda&ccedil;&atilde;o, a exemplo do que fez Bill Gates e Waren Buffet (primeiro e segundo homens mais ricos do mundo, respectivamente) que doaram grande parte de suas fortunas para a Funda&ccedil;&atilde;o Bill &#038; Melinda Gates. Essa entidade, por&eacute;m, n&atilde;o poderia levar seu nome ou a marca Cyrela. A explica&ccedil;&atilde;o para essa iniciativa iria al&eacute;m da filantropia. “N&atilde;o quero tirar dos meus filhos o prazer de construir algo com as pr&oacute;prias m&atilde;os”, disse Horn. Ele j&aacute; &eacute; conhecido por doar 20% de seus rendimentos para institui&ccedil;&otilde;es de caridade.</em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image68" style="border: 1px solid #000000; float: left; margin-right: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/seabra.miniatura.jpg" alt="Antonio Luiz Seabra " align="left" /></div>
<p><strong>11.</strong> Antonio Luiz Seabra<br />
Ranking Geral da Forbes: 664<br />
Fortuna estimada: US$ 1.5 Bilh&otilde;es<br/><br />
<em>Seabra fundou a Natura Cosm&eacute;ticos em 1969 com uma &uacute;nica loja em S&atilde;o Paulo. Nos anos 70 adotou o modelo da pioneira Avon de vendas porta-&agrave;-porta. Hoje a empresa conta com mais de 519.000 consultores vendendo cremes e maquiagem no Brasil, Argentina, Chile, M&eacute;xico e Peru. Seabra controla a Natura juntamente com seu co-fundador, Guilherme Peirao Leal.</em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image67" style="border: 1px solid #000000; float: right; margin-left: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/leal.miniatura.jpg" alt="Guilherme Peirao Leal" align="right" /></div>
<p><strong>11.</strong> Guilherme Peirao Leal (Natura) &#8211; 56 anos<br />
Ranking Geral da Forbes: 664<br />
Fortuna Estimada: US$ 1.5 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Presidente Executivo, um dos fundadores, e membro do Conselho de Administra&ccedil;&atilde;o da Natura Cosm&eacute;ticos, empresa brasileira com mais de 3 mil funcion&aacute;rios, faturamento anual superior a R$ 2 bilh&otilde;es, operando no Brasil, Bol&iacute;via, Chile, Argentina e Peru.</em></p>
<p><br/><br/><br />
<strong>12.</strong> Eliezer Steinbruch (CSN)<br />
Ranking Geral da Forbes: 799<br />
Fortuna Estimada: US$ 1.2 Bilh&otilde;es</p>
<p><em>Desde 1960 Eliezer fundou v&aacute;rias empresas, incluindo o Grupo Vicunha, com o irm&atilde; Mendel e membros da fam&iacute;lia Rabinovitch. Em 1993 o Grupo Vicunha se tornou controlador da Companhia Seder&uacute;rgica Nacional (CSN), hoje a segunda maior empresa de a&ccedil;o. Seu sobrinho Benjamin Steinbruch &eacute; o CEO da CSN. Atualmente Eliezer divide o controle do Grupo Vicunha com sua irm&atilde;, Doroth&eacute;a Steinbruch (veja nessa lista). Em 2005 os Steinbruchs compraram a parte dos Rabinovitchs no Grupo Vicunha.</em></p>
<p><br/><br/></p>
<div align="justify"><img id="image70" style="border: 1px solid #000000; float: left; margin-right: 10px" src="http://diegociconi.com/wp-content/uploads/2007/03/gol.jpg" alt="Henrique Constantino" align="left" /></div>
<p><strong>13.</strong> Henrique Constantino, Joaquim Constantino Neto, Ricardo Constantino, Constantino de Oliveira Jr<br />
Ranking Geral da Forbes: 840<br />
Fortuna estimada: US$ 1.1 Bilh&otilde;es cada (totalizando 4.4 bilh&otilde;es)</p>
<p>H&aacute; cinco anos, a Gol Linhas A&eacute;reas Inteligentes (Gol) era apenas um conceito. Hoje a empresa brasileira &eacute; uma companhia a&eacute;rea altamente vis&iacute;vel e pr&oacute;spera que est&aacute; agitando toda a Am&eacute;rica Latina.<br />
Em apenas quatro anos, as opera&ccedil;&otilde;es da Gol ganharam renome entre analistas financeiros e especialistas da ind&uacute;stria no mundo inteiro. Mas para manter sua trajet&oacute;ria de r&aacute;pido crescimento, a empresa percebeu v&aacute;rios meses atr&aacute;s que precisaria reter seus principais executivos, atrair novos talentos e manter todos focados em sua miss&atilde;o de baixo-custo, baixa-tarifa. &Eacute; uma meta dif&iacute;cil de se atingir em uma ind&uacute;stria caracterizada pela &aacute;rdua concorr&ecirc;ncia e pelo crescente n&uacute;mero de fal&ecirc;ncias.<br />
Hoje a fam&iacute;lia Constantino, controladora da Gol &eacute; uma das fam&iacute;lias mais ricas do Brasil. </p>
</div>]]></content:encoded>
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		<title>Erre, mas pense por voc&#234; mesmo &#8211; Por Ricardo Jord&#227;o Magalhaes</title>
		<link>http://diegociconi.com/erre-mas-pense-por-voce-mesmo-por-ricardo-jordao-magalhaes-44/</link>
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		<pubDate>Sun, 24 Dec 2006 14:00:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Ciconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Análises]]></category>
		<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Dinheiro]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Sucesso]]></category>
		<category><![CDATA[Vida]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um artigo muito interessante que encontrei e senti a necessidade de compartilhar.
Dessa vez &#233; de um blog, o Di&#225;rio da Revolu&#231;&#227;o, por isso n&#227;o vou reproduzi-lo, vou apenas apontar o link.
Baseado no artigo, criei meus pr&#243;prios mandamentos:
1. Pensar por mim mesmo. (Hoje em dia, isso &#233; muito dif&#237;cil)
2. Desenvolver habilidades diversas. (Em outras palavras: [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Mais um artigo muito interessante que encontrei e senti a necessidade de compartilhar.<br />
Dessa vez &eacute; de um blog, o Di&aacute;rio da Revolu&ccedil;&atilde;o, por isso n&atilde;o vou reproduzi-lo, vou apenas apontar o link.</p>
<p>Baseado no artigo, criei meus pr&oacute;prios mandamentos:</p>
<p><strong>1. Pensar por mim mesmo. (Hoje em dia, isso &eacute; muito dif&iacute;cil)<br />
2. Desenvolver habilidades diversas. (Em outras palavras: Estudar, estudar e estudar)<br />
3. Pensar Grande. (J&aacute; que vai pensar, pense grande)<br />
4. Tentar compreender as outras pessoas antes de tirar conclus&otilde;es e criticar. (Acredite, isso pra mim &eacute; uma conquista)<br />
5. Trabalhar o m&aacute;ximo, feliz. (O trabalho enobrece o homem)<br />
6. Lutar por meus objetivos. (Se eu n&atilde;o o fizer, quem far&aacute;?)<br />
7. Criar minhas oportunidades. (Ficar esperando elas aparecerem n&atilde;o vai ajudar)<br />
8. Nunca fazer algo que possa me envergonhar. (Mais do que me importar com o que os outros v&atilde;o pensar, devo me importar com o que eu mesmo vou pensar)<br />
9. Agradecer por todas as conquistas. (N&atilde;o importa a quem voc&ecirc; vai agradecer, agrade&ccedil;a nem que seja a voc&ecirc; mesmo)<br />
10. Ser feliz e irradiar bom-humor. (Isso por si s&oacute; j&aacute; torna a vida mais f&aacute;cil)</strong></p>
<p>Veja o artigo completo:<br />
<a href="http://bizrevolution.typepad.com/bizrevolution/2006/11/no_importa_de_o.html">N&atilde;o importa de onde voc&ecirc; veio, nenhum lugar poderia ser mais longe de casa do que viver uma mentira.</a></p>
</div>]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Nizan Guanaes: &#8220;Colabore com seu bi&#243;grafo&#8221;</title>
		<link>http://diegociconi.com/nizan-guanaes-colabore-com-seu-biografo-39/</link>
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		<pubDate>Mon, 11 Dec 2006 01:58:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Diego Ciconi</dc:creator>
				<category><![CDATA[Carreira]]></category>
		<category><![CDATA[Motivação]]></category>
		<category><![CDATA[Pensamentos]]></category>
		<category><![CDATA[Personalidades]]></category>
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		<description><![CDATA[Certas coisas s&#227;o t&#227;o boas, t&#227;o inspiradoras que d&#225; vontade de dividir com todo mundo. O que vou disponibilizar a voc&#234;s &#233; uma delas. O texto que segue foi escrito por Nizan Guanaes para uma turma de formandos da FAAP.
Esse texto &#233; t&#227;o forte, t&#227;o intenso, cheio de motiva&#231;&#227;o que eu j&#225; o li (e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id=HOTWordsTxt name=HOTWordsTxt><p>Certas coisas s&atilde;o t&atilde;o boas, t&atilde;o inspiradoras que d&aacute; vontade de dividir com todo mundo. O que vou disponibilizar a voc&ecirc;s &eacute; uma delas. O texto que segue foi escrito por Nizan Guanaes para uma turma de formandos da FAAP.</p>
<p>Esse texto &eacute; t&atilde;o forte, t&atilde;o intenso, cheio de motiva&ccedil;&atilde;o que eu j&aacute; o li (e leio) v&aacute;rias vezes, espero que seja t&atilde;o &uacute;til a voc&ecirc;s quanto foi pra mim.</p>
<blockquote><p>Dizem que conselho s&oacute; se d&aacute; a quem pede. E, se voc&ecirc;s me convidaram para paraninfo, sou tentado a acreditar que tenho sua licen&ccedil;a para dar alguns. Portanto, apesar da minha pouca autoridade para dar conselhos a quem quer que seja, aqui v&atilde;o alguns, que julgo valiosos.</p>
<p>N&atilde;o paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu of&iacute;cio com todo cora&ccedil;&atilde;o. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro vir&aacute; como conseq&uuml;&ecirc;ncia. Quem pensa s&oacute; em dinheiro n&atilde;o consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napole&atilde;o n&atilde;o invadiu a Europa por dinheiro. Hitler n&atilde;o matou 6 milh&otilde;es de judeus por dinheiro. Michelangelo n&atilde;o passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que s&oacute; pensam nele n&atilde;o o ganham. Porque s&atilde;o incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi constru&iacute;do antes, na alma.</p>
<p>A prop&oacute;sito disso, lembro-me uma passagem extraordin&aacute;ria, que descreve o di&aacute;logo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pac&iacute;fico e um milion&aacute;rio texano. O milion&aacute;rio, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: &#8220;Freira, eu n&atilde;o faria isso por dinheiro nenhum no mundo. E ela responde: Eu tamb&eacute;m n&atilde;o, meu filho&#8221;. </p>
<p>N&atilde;o estou fazendo com isso nenhuma apologia &agrave; pobreza, muito pelo contr&aacute;rio. Digo apenas que pensar em realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna. </p>
<p>Meu segundo conselho: pense no seu Pa&iacute;s. Porque, principalmente hoje, pensar em todos &eacute; a melhor maneira de pensar em si. Afinal &eacute; dif&iacute;cil viver numa na&ccedil;&atilde;o onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos pol&iacute;tico gera uma queda de padr&atilde;o de vida generalizada. Os pobres vivem, como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, n&atilde;o chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida digna de Odorico Paraguass&uacute;. Que era fic&ccedil;&atilde;o, mas hoje &eacute; realidade, na pessoa de Geraldo Bulh&otilde;es, Denilma e Ros&acirc;ngela, sua concubina. </p>
<p>Meu terceiro conselho vem diretamente da B&iacute;blia: seja quente ou seja frio, n&atilde;o seja morno que eu te vomito. &Eacute; exatamente isso que est&aacute; escrito na carta de Laudiceia: seja quente ou seja frio, n&atilde;o seja morno que eu te vomito. </p>
<p>&Eacute; prefer&iacute;vel o erro &agrave; omiss&atilde;o. O fracasso, ao t&eacute;dio. O esc&acirc;ndalo, ao vazio. Porque j&aacute; vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a trag&eacute;dia, o fracasso. Mas ningu&eacute;m narra o &oacute;cio, a acomoda&ccedil;&atilde;o, o n&atilde;o fazer, o remanso. Colabore com seu bi&oacute;grafo. Fa&ccedil;a, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, n&atilde;o jogue fora, se acomodando, a extraordin&aacute;ria oportunidade de ter vivido.<br />
<center></center><br />
Tendo consci&ecirc;ncia de que, cada homem foi feito, para fazer hist&oacute;ria. Que todo homem &eacute; um milagre e traz em si uma revolu&ccedil;&atilde;o. Que &eacute; mais do que sexo ou dinheiro. Voc&ecirc; foi criado, para construir pir&acirc;mides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre, com um saco de interroga&ccedil;&otilde;es na m&atilde;o e uma caixa de possibilidades na outra. N&atilde;o use Rider, n&atilde;o d&ecirc; f&eacute;rias a seus p&eacute;s. N&atilde;o se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu n&atilde;o disse!, eu sabia! </p>
<p>Toda fam&iacute;lia tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almo&ccedil;o de domingo, tem que ag&uuml;entar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas n&atilde;o publicados. Empres&aacute;rios de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fant&aacute;sticas toda sexta de noite, todo s&aacute;bado e domingo, mas que na segunda n&atilde;o sabem concretizar o que falam. Porque n&atilde;o sabem ansear, n&atilde;o sabem perder a pose, porque n&atilde;o sabem recome&ccedil;ar. Porque n&atilde;o sabem trabalhar. </p>
<p>Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 &agrave;s 12, de 12 &agrave;s 8 e mais se for preciso. Trabalho n&atilde;o mata. Ocupa o tempo. Evita o &oacute;cio, que &eacute; a morada do dem&ocirc;nio, e constr&oacute;i prod&iacute;gios.<br />
O Brasil, este pa&iacute;s de malandros e espertos, da vantagem em tudo, tem muito que aprender com aqueles trouxas dos japoneses. Porque aqueles trouxas japoneses que trabalham de sol a sol constru&iacute;ram, em menos de 50 anos, a 2&ordf; maior megapot&ecirc;ncia do planeta. Enquanto n&oacute;s, os espertos, constru&iacute;mos uma das maiores impot&ecirc;ncias do trabalho. </p>
<p>Trabalhe! Muitos de seus colegas dir&atilde;o que voc&ecirc; est&aacute; perdendo sua vida, porque voc&ecirc; vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque voc&ecirc; vai trabalhar, enquanto eles v&atilde;o ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que &eacute; mesmo o senhor da raz&atilde;o, vai bendizer o fruto do seu esfor&ccedil;o, e s&oacute; o trabalho lhe leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados n&atilde;o conhecer&atilde;o. </p>
<p>E isso se chama sucesso.
</p></blockquote>
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