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Capitalia e Unicredit: Potência européia

Saturday, May 19th, 2007

A fusão entre a Capitalia e a Unicredit vai levar menos de quinze dias. Quinze dias para criar uma potência européia.

O Novo Unicredit, nome que foi escolhido para o banco se tornará o segundo maior da Europa, atrás apenas do britânico HSBC. Mas ainda será o primeiro na zona do Euro.

Quinze dias e uma potência, isso é que é força…

Bradesco ainda é lider com R$ 243 bi em ativos

Saturday, December 9th, 2006

Fiquei muito surpreso quando li a notícia de que o Itaú tinha tomado o lugar do Bradesco no ranking de maiores bancos brasileiros. De fato, no ranking do Banco Central isso está certo e confirmado.

O fato concreto é que o Bradesco lidera o mercado financeiro privado brasileiro com ativos de R$ 243 bilhões, de acordo com informações do último balanço divulgado, que traz os dados relativos aos nove primeiros meses do ano. O Itaú, também de acordo com o balanço do terceiro trimestre, é o segundo colocado, com ativos de R$ 206 bilhões.

Segundo o Diretor-Presidente do Bradesco, Márcio Artur Laurelli Cypriano, os balanços são auditados, checados e passam pelo crivo das leis contábeis brasileiras. “Depois eles são registrados e chancelados pelas autoridades competentes no assunto – CVM, Bovespa e SEC”.

O Banco Central utiliza critérios próprios, que analisam somente a parte financeira da atividade bancária e desconsidera os negócios com previdência, seguros, capitalização e cartão de crédito.

Os dados divulgados pelo BC, que serviram de base para as notícias dos jornais, são parciais e não devem servir de referência para analistas, clientes, investidores e acionistas”, afirma Márcio Cypriano.

De qualquer maneira, acho que o Bradesco tem que “ficar esperto”, porque a aquisição do BankBoston foi muito importante para o Itaú, e algo deve ser feito se quiserem manter a liderança.

Tendo os dois bancos tomado rumos tão diferentes não acredito que a liderança do mercado seja a principal preocupação.

Bank of New York Mellon: O símbolo do Capitalismo

Monday, December 4th, 2006

O Bank of New York vai adquirir o rival Mellon Financial por US$ 16,5 bilhões em ações. A fusão das duas instituições irá resultar na criação de uma das maiores administradoras de ativos do mundo.

Veja a notícia: Folha Online

Ficou impressionado com a notícia? Pois eu fiquei! Há pouco tinha lido a notícia de que o Itaú registrou total de ativos de R$ 201,261 bilhões – leia bem, são valores em REAIS. Enquanto isso o futuro Bank of New York Mellon deve acumular US$ 1,1 trilhão – Um trilhão e cem milhões de DOLARES.

Com isso se tornará a maior administradora de ativos do mundo, se tornando, é claro, a imagem perfeita do Capitalismo.

Bradesco X Itaú

Monday, December 4th, 2006

Lendo meus feeds me deparei com uma notícia que me chamou a atenção:

Itaú supera Bradesco em ativos e passa a ser maior banco privado do país
O Itaú superou a CEF (Caixa Econômica Federal) e o Bradesco em ativos no final do terceiro trimestre deste ano e passou a ser o segundo maior banco do pais, de acordo com levantamento elaborado pelo Banco Central.

Link da notícia: Folha Online

Essa notícia foi surpreendente pra mim – embora o Itaú tenha aumentado muito seus ativos com a aquisição do BankBoston. Fiquei surpreso por ver que, pela primeira vez em anos, o Bradesco deixou a primeira posição dos bancos privados do país. Lembro-me de ter lido que o Sr. Amador Aguiar(Bradesco), certa vez disse ao Sr. Olavo Setúbal(Itaú) a seguinte frase (ou intimação):

Olha Olavo, você vai passar todos eles, mas a mim não.

Pelo visto, a tal profecia foi desmentida. Mas de fato, o Sr. Aguiar não presenciou em vida a superação do Itaú sobre o Bradesco.

Acredito que não demora para que o Bradesco assuma novamente a liderança do mercado, com a recente aquisição da American Express do Brasil, o Bradesco se mostra interessado na classe alta. Mesmo a Amex não sendo tão popular no Brasil, dentro em breve, sob liderança do Bradesco, a empresa se destacará nos cartões de crédito de clientes de classe alta.

A profecia foi desmentida sim, mas por quanto tempo, não se sabe.

Capitalismo e socialismo no contexto brasileiro

Saturday, November 25th, 2006

Ao ler o artigo Rockefeller sobre o capitalismo, que o Diego escreveu, não pude deixar de traçar os paralelos desses dois sistemas. Vou começar por defini-los:

O Capitalismo é definido como um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção, na detenção do capital a uma minoria burguesa, na exploração do opressor sobre o oprimido, esse último representado pelos trabalhadores.

O Socialismo é um sistema político onde todos os meios de produção e a centralização do poder pertencem ao estado, onde não existe a propriedade privada, ao contrário do capitalismo.

A pergunta é: Qual a analogia que podemos fazer em dois modelos econômicos tão diferentes?

Primeiro, temos que os dois modelos, à sua maneira concentram o capital e o poder: No capitalismo, em poder de poucos, e no socialismo em poder do Estado, sendo que nesse sistema, a concentração é um processo de transição.
Analisemos o Brasil. Como em qualquer outro país, tem a sua identidade nacional, que nada mais é que uma construção histórica e política em torno da idéia de nação e nacionalidade – como o nome já sugere, bem como características consideradas comuns e enraizadas em determinada cultura, como já fazendo “parte de nós”.

No Brasil coisas como corrupção, hipocrisia, submissão, discriminação social e racial, cinismo, exploração, violência, miséria, já fazem parte de nossa identidade nacional. Como por exemplo, ver um mendigo dormindo na rua ao relento, uma criança pedindo dinheiro no farol ou um escândalo de corrupção por parte dos políticos se tornaram corriqueiras, banais e não nos causa estranheza.

Concluindo, qualquer que seja o modelo econômico, o brasileiro não deixará de tentar tirar vantagem quando lhe for conveniente. Ou não deixará de passar por cima de um mendigo dormindo na rua, ou até mesmo, discriminar as pessoas pela cor de sua pele. E de quem é a culpa? Das pessoas? Do modelo econômico?

Claro que ninguém assume a culpa, eximindo-se de qualquer responsabilidade pelo padrão moral, social e ético vigente.

O Estado como em qualquer sociedade organizada tem seu papel certamente importante, pois é ele que estrutura o sistema, investe em infra-estrutura. Ele é o responsável pela organização e distribuição do dinheiro arrecadado fruto dos nossos impostos. Teoricamente esse discurso seria muito bonito, mas sabemos que na prática não funciona. Vivemos em um sistema capitalista onde o trabalhador é uma máquina, um produto, facilmente substituível e descartável.

Um problema muito marcante no Brasil – consequência do capitalismo – é a grande concentração de renda. Mas por outro lado o capitalismo favorece a corrida pelo capital e a chance de fazer parte da classe social favorecida, a burguesia, é uma grande vantagem para quem tem tendencias individualistas. Coisa que não aconteceria no socialismo, pelo ideal igualitário, onde teríamos justiça social. E nenhum ser humano ou classe social estaria acima de outro.
O fato é que fazemos parte de um sistema estruturado, um modelo feito para nós, que ao invés de políticas de encontro ao interesse do povo, de uma atuação direta modificadora, igualitária e justa, temos políticas assistencialistas, que só fazem aumentar a pobreza e a desigualdade social.

Como formar uma sociedade justa e igualitária?

Implantando o socialismo? Bom, seria uma ótima opção, mas no contexto atual, não seria possível, sem antes uma coscientização de massa, e um intenso trabalho de base.

Seja qual for o sistema econômico, o problema é que ele é gerido por pessoas, com seus próprios interesses e ideais, seja pessoal ou coletivo. E todo modelo econômico assume seu poder e seu controle. Tendo os que concordam e os que discordam, por tanto, passível de crítica e divergências, mas o fato é que lidam com pessoas, embora tratando como números ou produtos.

A solução, no contexto atual, uma mudança real, começa numa atuação das pessoas como estado, uma atuação direta ou indireta: na reinvindicação dos próprios direitos, na solidariedade e acima de tudo na compreensão das questões políticas e sociais, pois um fato verdadeiro e brasileiro é que existe uma parcela muito significativa da população que são alheios a política. Os chamados analfabetos políticos, como diria Bertold Brecht:

O pior analfabeto, é o analfabeto político.

Acredito que quando as pessoas perceberem sua força e seu papel modificador, seja na sua própria vida, no trabalho, em sua casa, e quando essas mesmas pessoas forem mais solidárias, a revolução tão sonhada e esperada pelos socialistas pode vir a acontecer. Ou uma revolução socialista ou uma revolução social, de livre mercado, com melhor distribuição de renda, dando oportunidade para todos. Se não for o socialismo, talvez um novo modelo econômico, uma espécie de união do capitalismo com o socialismo, um completando o outro. Esse seria um mundo ideal, um modelo econômico igualitário e justo.

Suzi Alves.