Sim! Temos mais bilionários do que ano passado!
Juntamente com a atualização da lista de brasileiros mais ricos do mundo vieram algumas surpresas, como a rápida mudança de posições (que vou analisar durante a lista) e a ascendência de alguns que antes não estavam listados (como Eliezer Steinbruch). Sem falar no aumento de bilionários, são 19 esse ano. É impressionante a velocidade de geração desses bilhões.
Vale observar que minha lista é baseada nesta página. Vi em alguns sites outros nomes além desses, mas vou seguir exatamente como se encontra na lista da Forbes.
Vamos ao ranking:
1. Joseph Safra (Banco Safra) – 68 anos
Ranking Geral da Forbes: 119
Fortuna Estimada: US$ 6.0 Bilhões
No ano passado ele figurava na lista ao lado do irmão Moise – que agora ocupa a 5º posição sozinho. Como fiz uma descrição conjunta na lista anterior, nada mais justo que fazer uma descrição individual, visto que o irmão Safra mais popular, hoje é o homem mais rico do Brasil – sozinho.
Em 2006 Joseph comprou a parte de seu irmão Moise (50%) de seu império financeiro, que inclui o Banco Safra (o oitavo maior banco brasileiro), Safra National Bank of New York (filial em Nova York) e Banque Safra-Luxembourg (filial em Luxemburgo). Hoje Joseph Safra é o controlador do Grupo Safra. (Veja mais sobre Joseph Safra)
2. Jorge Paulo Lemann (AmBev/Inbev) – 67 anos
Ranking Geral da Forbes: 165
Fortuna Estimada: US$ 4.9 Bilhões
Ano passado estava em terceiro lugar, atrás fe Aloysio Faria. Ganhou mais US$ 1.5 bilhão e alcançou a segunda posição.
O banqueiro que se tornou magnata da cerveja, com outros ex-banqueiros e também bilionários, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira (veja os dois ainda nessa lista), dividem o controle de uma das maiores cervejarias do mundo, a InBev, formada pela união da AmBev do Brasil e da Interbrew da Belgica. O trio também controla a varejista Lojas Americanas. Sua fortuna nasceu do sucesso de seu banco de investimentos, o Banco Garantia, que ele fundou em 1971 e vendeu em 1998 por US$675 milhões. (Veja mais sobre Jorge Paulo Lemann)
3. Aloysio de Andrade Faria (Grupo Alfa) – 86 anos
Ranking Geral da Forbes: 214
Fortuna Estimada: US$ 4.0 Bilhões
Teve um aumento de US$ 200 milhões em sua fortuna, mas não foram suficientes para mantê-lo na segunda posição.
Grande parte de sua fortuna vem da venda do Banco Real em 1998 para os holandeses ABN Amro por US$ 2.1 bilhões. Faria então fundou o Banco Alfa, que hoje possui US$ 4.8 bilhões em ativos e é o 17º maior banco do Brasil. Também é dono da Agropalma, uma das maiores empresas produtoras de óleo de palma da América Latina, que está se beneficiando da crescente demanda por biodiesel. (Veja mais sobre Aloysio de Andrade Faria)
4. Antonio Ermírio de Moraes e família (Grupo Votorantim) – 78 anos
Ranking Geral da Forbes: 226
Fortuna Estimada: US$ 3.9 Bilhões
Continua na quarta posição, mesmo com o aumento de US$ 700 milhões esse ano.
A família de Antonio Ermírio detém o Grupo Votorantim, um conglomerado de US$ 8.5 bilhões que atua na industria de metal, papel, produtos químicos e suco de laranja. Seus três irmãos e seu herdeiros também têm parte da Votorantim. A empresa é administrada ativamente por 8 membros da terceira geração. Carlos Ermírio de Moreas (filho de Antonio Ermírio) lidera os executivos. Antonio Ermirio escreve uma coluna semanal para a Folha de São Paulo.(Veja mais sobre Antonio Ermírio de Moraes)
5. Moise Safra (ex-Banco Safra e Aracruz Celulose) – 72 anos
Ranking Geral da Forbes: 314
Fortuna Estimada: US$ 2.9 Bilhões
No ano passado, sua fortuna somada com a de seu irmão os levevam a primeira posição do ranking. Hoje ele ocupa a quinta posição sozinho, ainda assim uma posição privilegiada.
Dois anos de negociações familiares terminaram em separação amigável no Grupo Safra. Joseph Safra assume a totalidade do capital do grupo. Moise vendeu sua participação de 50% no negócio, deixando José na condição de único acionista. O mercado especula sobre seus próximos passos: criar uma superbutique de investimentos, abrir um novo banco ou investir em um setor diferente. (Fonte: IstoÉ Dinheiro)
6. Marcel Herrmann Telles (AmBev/InBev) – 57 anos
Ranking Geral da Forbes: 432
Fortuna Estimada: US$ 2.2 Bilhões
Um dos integrandes do trio de bilionários magnatas da cerveja. Com seus parceiros ex-banqueiros, Jorge Paulo Lemann e Carlos Alberto Sicupira (veja ambos nessa lista), Telles fundou o grupo AmBev. Em 2004 eles se juntaram a Interbrew da Belgica e formaram a InBev, a maior cervejaria do mundo se considerado o volume de produção. O trio também controla a varejista Lojas Americanas, que teve um aumento de 67% no valor das ações em 2006. Em Janeiro as Lojas Americanas anunciaram a compra da Blockbuster no Brasil.
7. Carlos Alberto Sicupira (AmBev/InBev) – 59 anos
Ranking Geral da Forbes: 488
Fortuna Estimada: US$ 2.0 Bilhões
Surfando na cerveja. Com os parceiros investidores e bilionários Jorge Paulo Lemann e Marcel Telles (vejam ambos nessa lista), criou a AmBev, a maior cervejaria brasileira. O trio controla a InBev (união da AmBev do Brasil e Interbrew da Belgica) e também as Lojas Americanas.
7. Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan/cana-de-açúcar)
Ranking Geral da Forbes: 488
Fortuna Estimada: US$ 2.0 Bilhões
O primeiro bilionário do ethanol. Com a familia, Ometto controla a Cosan S.A., a maior processadora de cana de açucar do mundo, a segunda maior produtora de ethanol. A Cosan colocou ações na bolsa em 2005. A empresa foi fundada em 1936 pela familia de Ometto e cresceu até 2000 através de aquisições e parceirias.
8. Julio Bozano (ex-Banco Bozano Simonsen) – 71 anos
Ranking Geral da Forbes: 538
Fortuna Estimada: US$ 1.9 Bilhões
O ex-banqueiro conseguiu se manter longe das notícias desde que vendeu o Banco Bozano Simonsen para o espanhol Banco Santander Central Hispano 2000. No ultimo ano foi vendeu ativos de plantações de café e shoppings no Rio de Janeiro para um fundo de investimento. Seus 11% de ações da Embraer valem US$ 825 milhões.
8. Abilio dos Santos Diniz (Pão de Açúcar) – 70 anos
Ranking Geral da Forbes: 538
Fortuna Estimada: US$ 1.9 Bilhões
Abílio Diniz controla os US$ 6.5 bilhões (em vendas) da Companhia Brasileira de Distribuição (Grupo Pão de Açucar). Sua participação na empresa aumentou no ultimo ano, quando seu pai, Valentim Diniz (que fundou a empresa em 1948) dividiu suas ações com seus filhos. Diniz controla a compania ao lado do francês Groupe Casino.
9. Dorothéa Steinbruch e família (CSN)
Ranking Geral da Forbes: 557
Fortuna Estimada: US$ 1.8 Bilhões
Viúva, mãe de três filhos é dona da maior empresa de aço do Brasil, Companhia Siderurgica Nacional (CSN). As famílias Steinbruch e Rabonovitch, através da Vicunha Textile, pagaram 800 milhões em 1993 para controlar a CSN. No último ano a família Steinbruch comprou a parte dos Rabinovitch, hoje avaliados em 900 milhões por 588 milhões. Dorothéa não trabalha na administração da empresa, deixando essa tarefa para seu filho Benjamin. A familia também possui o Banco Fibra, que tem cerca de US$ 3 bilhões em ativos.
10. Elie Horn (imobiliária Cyrela) – 61
Ranking Geral da Forbes: 618
Fortuna Estimada: US$ 1.6 Bilhões
Trabalha no ramo imobiliário desde os 17 anos. É controlador da Cyrela, a maior contrutora e incorporadora do Brasil. Nascido em Alepo, na Síria (curiosamente, assim como Joseph e Moise Safra) ele chegou ao Brasil na década de 50, ainda garoto. O empresário confidenciou que também estuda a possibilidade de deixar parte de sua fortuna para uma fundação, a exemplo do que fez Bill Gates e Waren Buffet (primeiro e segundo homens mais ricos do mundo, respectivamente) que doaram grande parte de suas fortunas para a Fundação Bill & Melinda Gates. Essa entidade, porém, não poderia levar seu nome ou a marca Cyrela. A explicação para essa iniciativa iria além da filantropia. “Não quero tirar dos meus filhos o prazer de construir algo com as próprias mãos”, disse Horn. Ele já é conhecido por doar 20% de seus rendimentos para instituições de caridade.

11. Antonio Luiz Seabra
Ranking Geral da Forbes: 664
Fortuna estimada: US$ 1.5 Bilhões
Seabra fundou a Natura Cosméticos em 1969 com uma única loja em São Paulo. Nos anos 70 adotou o modelo da pioneira Avon de vendas porta-à-porta. Hoje a empresa conta com mais de 519.000 consultores vendendo cremes e maquiagem no Brasil, Argentina, Chile, México e Peru. Seabra controla a Natura juntamente com seu co-fundador, Guilherme Peirao Leal.
11. Guilherme Peirao Leal (Natura) – 56 anos
Ranking Geral da Forbes: 664
Fortuna Estimada: US$ 1.5 Bilhões
Presidente Executivo, um dos fundadores, e membro do Conselho de Administração da Natura Cosméticos, empresa brasileira com mais de 3 mil funcionários, faturamento anual superior a R$ 2 bilhões, operando no Brasil, Bolívia, Chile, Argentina e Peru.
12. Eliezer Steinbruch (CSN)
Ranking Geral da Forbes: 799
Fortuna Estimada: US$ 1.2 Bilhões
Desde 1960 Eliezer fundou várias empresas, incluindo o Grupo Vicunha, com o irmã Mendel e membros da família Rabinovitch. Em 1993 o Grupo Vicunha se tornou controlador da Companhia Sederúrgica Nacional (CSN), hoje a segunda maior empresa de aço. Seu sobrinho Benjamin Steinbruch é o CEO da CSN. Atualmente Eliezer divide o controle do Grupo Vicunha com sua irmã, Dorothéa Steinbruch (veja nessa lista). Em 2005 os Steinbruchs compraram a parte dos Rabinovitchs no Grupo Vicunha.
13. Henrique Constantino, Joaquim Constantino Neto, Ricardo Constantino, Constantino de Oliveira Jr
Ranking Geral da Forbes: 840
Fortuna estimada: US$ 1.1 Bilhões cada (totalizando 4.4 bilhões)
Há cinco anos, a Gol Linhas Aéreas Inteligentes (Gol) era apenas um conceito. Hoje a empresa brasileira é uma companhia aérea altamente visível e próspera que está agitando toda a América Latina.
Em apenas quatro anos, as operações da Gol ganharam renome entre analistas financeiros e especialistas da indústria no mundo inteiro. Mas para manter sua trajetória de rápido crescimento, a empresa percebeu vários meses atrás que precisaria reter seus principais executivos, atrair novos talentos e manter todos focados em sua missão de baixo-custo, baixa-tarifa. É uma meta difícil de se atingir em uma indústria caracterizada pela árdua concorrência e pelo crescente número de falências.
Hoje a família Constantino, controladora da Gol é uma das famílias mais ricas do Brasil.