Você não se comportou esse ano?

Acompanhamos atônitos aos últimos acontecimentos envolvendo o transporte coletivo na capital do estado de São Paulo, onde os paulistanos receberam - de presente de natal - um aumento nas tarifas dos transportes coletivos, onde a tarifa que já era alta, ficou ainda mais cara, passando de R$ 2,00 para R$ 2,30, um aumento de 15%, índice que supera a inflação medida pelo IPCA no período (em torno de 7%).

E como se não bastasse, num país onde o salário mínimo é de R$ 350,00, os nossos indigníssimos parlamentares recebem um reajuste salarial de 91%, um verdadeiro assalto aos contribuintes. E como consolo, fala-se de um eventual aumento do salário mínimo em 2007 de apenas R$ 25,00, com o argumento de que esse reajuste tem que levar em conta os índices de inflação.

Mais um exemplo de políticas para uso próprio: A reforma da Oscar Freire, onde a Prefeitura destinou R$ 4 milhões para tais obras. Enquanto isso, as ruas da periferia são de terra. Isso é que eu chamo de legislar em causa própria, um verdadeiro abuso contra a população, somos lesados sem o menor pudor pelos nossos governantes.

Medidas que lesam o bolso da população sempre aparecem depois de algum feriado prolongado, nos primeiros dias do ano ou no meio de algum grande evento. Foi assim com todos os planos econômicos, e não seria diferente no atual. Neste, políticos aproveitaram-se da histeria natalina, onde a grande espera pelo que parece ser único dia para ser feliz e para compartilhar a chamada felicidade, acaba fechando ainda mais os olhos da população.

O primeiro aumento da era Serra-Kassab, os próximos devem estar por vir, já as obras de expansão do metrô tiveram seu ritmo reduzido, obras que seriam entregues este ano só deverão ser entregues no ano que vem.

Se as pessoas tiverem o mínimo de consciência, devem manifestar-se, vão para as ruas, falem, protestem, pulem as catracas se for preciso. Transporte publico é um direito, não uma mercadoria. Direito, assim como saúde e educação, não deveria nem mesmo ser cobrado, pois já pagamos muito, temos uma das maiores cargas tributárias do mundo. Isso não pode continuar. Em 12 anos o ônibus subiu 400% e nosso salário? Vamos continuar pagando uma fortuna por ônibus, trens e metrôs cada vez mais lotados e de má qualidade?

Não fique parado, junte-se a nós, Florianópolis e vitória provaram que com a organização é possível barrar o aumento. Façamos o mesmo:
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